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quinta-feira, 10 de abril de 2008

A misericórdia e o amor infinitos de Deus

Estou lendo "A Montanha dos Sete Patamares", do monge católico Thomas Merton. Hoje fiquei encantado com a seguinte passagem, que fala sobre a misericórdia de Deus:

Ainda não se inventou uma bomba com a metade da potência de um pecado mortal - e, no entanto, não há força positiva no pecado, apenas negação, apenas aniquilação. Talvez seja esta a razão de sua imensa destrutividade: ele é um nada, e, onde ele está, nada resta - fica um vazio, um vácuo moral.

Somente a misericórdia e o amor infinitos de Deus evitaram que nós nos tivéssemos dilacerado mutuamente e tivéssemos destruído toda a sua criação há miuto tempo. Muitos pensam que as muitas guerras são de certa forma uma prova de que não existe um Deus de Misericórdia. Pelo contrário, considere-se como, apesar dos séculos de pecado, ganância, luxúria, crueldade, ódio, avareza, opressão e injustiça, engendrados e reproduzidos pela livre vontade das pessoas, a raça humana consegue recuperar-se cada vez e ainda produzir homens e mulheres que vencem o mal com o bem, o ódio com o amor, a ganância com a caridade, a luxúria e a crueldade com a santidade. Como seria isto possível sem que o amor misericordioso de Deus derramasse sua graça sobre nós? Pode haver alguma dúvida sobre a procedência das guerras e da paz, quando os filhos deste mundo, excluindo Deus de suas conferências de paz, produzem guerras sempre maiores enquanto vão falando de paz?

Basta abrir os olhos e dirigi-los ao nosso redor para vermos o que os nossos pecados estão fazendo ao mundo e já fizeram. Mas não conseguimos enxergar. Somos aqueles de quem disse o profeta Isaías: "Ouvireis com os ouvidos e não compreendereis, olhareis com os olhos e não enxergareis".

Não há flor que desabroche, não há semente que caia na terra, não há espiga de trigo que balance ao vento que não louvem e proclamem a grandeza e a misericórdia de Deus para com o mundo inteiro.

Não existe ato de bondade ou de generosidade, não existe um ato de sacrifício ou uma palavra de paz e de gentileza proferida, não existe uma oração feita por criança inocente que não cantem hinos a Deus perante seu trono, aos olhos das pessoas e diante de seus rostos.

Como pode acontecer que nas milhares de gerações de assassinos desde Caim, nosso sombrio ancestral sedento de sangue, alguns de nós ainda conseguem ser santos? A serenidadem, a vida oculta e a placidez das pessoas realmente boas neste mundo proclamam a glória de Deus.

Todas essas coisas, todas as criaturas, todo gesto cortês, todo ato ordeiro da vontade humana, tudo isso nos é enviado por Deus como profetas. Mas por causa de nossa teimosia chegam até nós só para cegar-nos ainda mais.

"Porque o coração deste povo se endureceu, ouviram mal com os ouvidos e taparam os olhos, para não suceder que vejam com os olhos, ouçam com os ouvidos, entendam com o coração e se convertam, e assim eu os cure".

Nós nos recusamos a ouvir as milhões de diferentes vozes através das quais Deus nos fala, e toda recusa nos endurece cada vez mais contra sua graça - assim mesmo continua a falar-nos, e nós dizemos que ele é sem misericórdia.

"Mas o Senhor age com paciência para o vosso bem; não quer que ninguém pereça, mas que todos voltem à penitência".

Não há o que comentar, só louvar e agradecer a Deus pela sua misericórdia, manifestada a cada segundo de nossa vida.

domingo, 2 de março de 2008

Livro: O Leão que ruge ao longo do caminho



Estou terminando de ler este livro de autoria do Frei Elias Vella, padre franciscano de Malta. Tenho colhido muitos tesouros, alguns dos quais compartilharei aqui.

"Em nossa jornada espiritual, podemos encontrar Jesus em diferentes formas:

Podemos encontrá-Lo na condição de Médico;

Podemos encontrá-Lo na condição de Mestre;

Podemos encontrá-Lo na condição de Amigo;

Podemos encontrá-Lo na condição de Senhor."

"Meu primeiro encontro é o que tenho com Jesus, o Médico de minha vida. Ninguém deve pensar que, encontrando Jesus como um médico, irá atingir o pico da santidade, como se isso fosse o suficiente. Este é apenas o primeiro passo, embora um passo muito importante, ao seguirmos Jesus."

"Nós tentamos abrir nossas mãos e, como mendigos, pedimos a Jesus para nos curar."

"Você se lembra do homem que estava próximo do tanque de Betesda? Ele não sabia quem Jesus era. Ele não pediu nada de Jesus. No entanto, Jesus quis tomar a iniciativa e foi curá-lo. Mas a primeira pergunta que Jesus fez a ele foi: 'Queres ficar curado?'. E foi aquela resposta - 'Sim, eu quero' - que deu a Jesus a possibilidade de curar aquele homem (Jo 5,1-18). Por isso, é muito improtante aceitarmos o fato de que somos pessoas doentes, que necessitamos de cura e que queremos ser curados por Jesus."

Essas e muitas outras pérolas podem ser colhidas nesse belo livro do Frei Elias Vella. O livro aborda, em especial, a ação do demônio sobre os homens e como podemos lutar contra esse inimigo já derrotado.

Seguindo um método didático que torna a leitura fácil e agradável, o Frei, sem nunca descuidar da espiritualidade, nos conduz a um verdadeiro curso de cura interior e de libertação do maligno.

O livro pode ser encontrado em qualquer boa livraria católica do país. Visite o site da Livraria da Canção Nova para buscar este e outros livros do Frei Elias Vella.

Se você está em Aracaju, visite a Livraria da Canção Nova, na Rua Paulo Henrique Machado Pimentel, 95, Bairro Inácio Barbosa, e adquira essa verdadeira jóia para a formação do povo católico.