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sexta-feira, 23 de maio de 2008

A missa explicada por Padre Pio - Formação Canção Nova


Reproduzo um artigo interessantíssimo e de valor inestimável para nós, católicos. Precisamos redescobrir a cada dia o valor da Santa Missa. E o Canal de Formação da Canção Nova traz para nós a missa explicada pelo Padre Pio:

Do sinal da cruz inicial até o ofertório, é preciso encontrar Jesus

Padre Pio era o modelo de cada padre... Não se podia assistir "à sua Missa", sem que nos tornássemos, quase sem perceber, "participantes" desse drama que se vivia a cada manhã sobre o altar. Crucificado com o Crucificado, o Padre revivia a Paixão de Jesus com grande dor, da qual fui testemunha privilegiada, pois lhe ajudava, na Missa.

Ele nos ensinava que nossa Salvação só se poderia obter se, em primeiro lugar, a cruz fosse plantada na nossa vida. Dizia: "Creio que a Santíssima Eucaristia é o grande meio para aspirar à Santa Perfeição, mas é preciso recebê-La com o desejo e o engajamento de arrancar, do próprio coração, tudo o que desagrada Àquele que queremos ter em nós".(27 de julho 1917).

Pouco depois da minha ordenação sacerdotal, explicou-me ele que, durante a celebração da Eucaristia, era preciso colocar em paralelo a cronologia da Missa e a da Paixão. Trata-se, antes de tudo, de compreender e de realizar que o Padre no altar É Jesus Cristo. Desde então, Jesus, em seu Padre, revive indefinidamente a mesma Paixão.

Do sinal da cruz inicial até o Ofertório, é preciso ir encontrar Jesus no Getsemani, é preciso seguir Jesus na Sua agonia, sofrendo diante deste "mar de lama" do pecado. É preciso unir-se a Jesus em sua dor de ver que a Palavra do Pai, que Ele veio nos trazer, não é recebida pelos homens, nem bem nem mal. E, a partir desta visão, é preciso escutar as leituras da Missa como sendo dirigidas a nós, pessoalmente .

O Ofertório: É a prisão, chegou a hora...

O Prefácio: É o canto de louvor e de agradecimento que Jesus dirige ao Pai, e que Lhe permitiu, enfim, chegar a esta "Hora".

Desde o início da oração Eucarística até a Consagração : Nós nos unimos (rapidamente!...) a Jesus em Seu aprisionamento, em Sua atroz flagelação, na Sua coroação de espinhos e Seu caminhar com a cruz nas costas, pelas ruelas de Jerusalém e, no "Memento", olhando todos os presentes e aqueles pelos quais rezamos especialmente.

A Consagração nos dá o Corpo entregue agora, o Sangue derramado agora. Misticamente, é a própria crucifixão do Senhor. E é por isso que Padre Pio sofria atrozmente neste momento da Missa.

Nós nos uníamos em seguida a Jesus na cruz, oferecendo ao Pai, desde esse instante, o Sacrifício Redentor. Este é o sentido da oração litúrgica que segue imediatamente à consagração.

"Por Cristo com Cristo e em Cristo" corresponde ao grito de Jesus: "Pai, nas Tuas Mãos entrego o Meu Espírito!" Desde então, o sacrifício é consumado pelo Cristo e aceito pelo Pai. Daqui por diante, os homens não mais estão separados de Deus e se encontram de novo unidos. É a razão pela qual, nesse instante, recita-se a oração de todos os filhos: "Pai Nosso...".

A fração da hóstia indica a Morte de Jesus...

A Intinção, instante em que o Padre, tendo partido a hóstia (símbolo da morte...), deixa cair uma parcela do Corpo de Cristo no cálice do Precioso Sangue, marca o momento da Ressurreição, pois o Corpo e o Sangue estão de novo reunidos e é ao Cristo Vivo que vamos comungar.

A Bênção do Padre marca os fiéis com a cruz, ao mesmo tempo como um extraordinário distintivo e como um escudo protetor contra os assaltos do Maligno...

Depois de ter escutado uma tal explicação dos lábios do próprio Padre e sabendo bem que ele vivia dolorosamente tudo aquilo, compreende-se que me tenha pedido segui-lo neste caminho... o que eu fazia cada dia... E com que alegria!

Pe. Jean Derobert

Palavras do padre Pio

Jesus me consolou. Em 18 de abril de 1912, depois de uma luta terrível contra o inferno, a consolação do Senhor me veio depois da Missa: "Ao final da missa, conversei com Jesus para a ação de graças. Oh quanto foi suave o colóquio mantido com o paraíso nessa manhã!... O coração de Jesus e o meu se fundiram. Não eram mais dois que batiam, mas um só. Meu coração tinha desaparecido como uma gota de água se dissolve no mar... - Padre Pio chorava de alegria.- Quando o paraíso invade um coração, esse coração aflito, exilado, fraco e mortal não pode suporta-lo sem chorar...".

Ao Pe Agostinho, 18/04/1912, em "Padre Pio, Transparent de Dieu", J.Derobert.

Confidências a seus filhos espirituais

"Minha missa é uma mistura sagrada com a Paixão de Jesus. Minha responsabilidade é única no mundo", disse ele chorando.

"Na Paixão de Jesus, encontrarão também a minha".

"Não desejo o sofrimento por ele mesmo, não; mas pelos frutos que me dá. Ele dá glória a Deus e salva meus irmãos, que mais posso desejar?".

"A que momento do Divino Sacrifício mais sofreis?". - Da consagração à comunhão." Durante o ofertório?. - É neste momento que a alma é separada das coisas profanas."

"A consagração?". - É verdadeiramente aí que advém uma nova admirável destruição e criação."

"A Comunhão? Na comunhão, sofreis a morte? - Misticamente, sim. - Por veemência de amor ou de dor? - Por uma e outra: mas mais por amor."

"Sofreis toda e sempre a Paixão de Jesus?". - Sim, por Sua bondade e Sua condescendência, tanto quanto é possível a uma criatura humana. - E como podeis trabalhar com tanta dor? - Encontro o meu repouso sobre a cruz."

"Como nós devemos ouvir a Santa Missa?". - Como a assistiam a Santa Virgem Maria e as Santas mulheres. Como São João assistiu ao Sacrifício Eucarístico e ao Sacrificio sangrento da cruz "".

Pe. Tarcísio, Congresso de Udine, 1972.

Os quatro aspectos essenciais do tesouro da fé

Lendo trechos de alguns dos discursos do Papa Bento XVI em sua visita aos Estados Unidos no site Catholic News Agency, algumas palavras me chamaram a atenção. O Papa falou dos quatro aspectos essenciais do tesouro da fé: oração pessoal e silêncio, oração litúrgica, caridade ativa e vocações.

O Papa ainda lançou um desafio aos jovens: "Deixe sua imaginação voar livremente através dos horizontes intermináveis do seguir a Cristo. Algumas vezes nós somos vistos como pessoas que falam somente de proibições. Nada poderia estar mais longe da verdade! O autêntico seguidor de Cristo é marcado por um senso de deslumbramento. Nós nos maravilhamos diante do Deus que conhecemos e amamos como um amigo, diante da vastidão de Sua criação e diante da beleza de nossa fé cristã".

Rezem constantemente, disse o Papa, como os santos nos ensinaram tão vividamente. A oração se torna a esperança em ação.

E num mundo tão marcado pelo barulho e pela pressa, o Papa ainda fez um apelo para que façamos as pazes com o silêncio e com a contemplação. É preciso aprendermos novamente a esperar em Deus, a parar e escutar o que Ele tem todos os dias a nos dizer.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

O relativismo no ambiente da fé - Prof. Felipe Aquino

Cito a seguir trechos do brilhante artigo escrito pelo Prof. Felipe Aquino no Canal Formação da Canção Nova:

O relativismo é uma linha de pensamento que nega que possa haver uma verdade absoluta e permanente, ficando por conta de cada um definir a “sua” verdade e aquilo que lhe parece ser o seu bem. Nessa ótica tudo é relativo ao local, à época ou a outras circunstâncias. É o engano do historicismo. Para seus adeptos, “a pessoa se torna a medida de todas as coisas”, como dizia o filósofo grego Protágoras.

Evidentemente, a Igreja rejeita o relativismo porque há verdades que são permanentes. As verdades da fé e da moral cristã são perenes porque foram dadas por Deus. Cristo afirmou solenemente: “Eu sou a Verdade” (Jo 14,6); “a verdade vos libertará” (Jo 8,32); e disse a Pilatos que veio ao mundo exatamente “para dar testemunho da verdade” (Jo 18,37). São Paulo relatou que “Deus quer que todos se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade” (1Tm 2,4) e que “ a Igreja é a coluna e o fundamento da verdade” (1Tm 3, 15).

Ora, se negarmos que existe a verdade objetiva e perene, o Cristianismo fica destruído desde a sua raiz. O Evangelho é o dicionário da Verdade.

Segundo o relativismo, no campo moral não existe “o bem a fazer e o mal a evitar”, pois o bem e o mal são relativos. Isso destrói completamente a moral católica, a qual moldou o Ocidente, e a nossa civilização.

Contudo, esse relativismo hoje está penetrando cada vez mais nas universidades, na imprensa e até na Igreja. Ele ignora a lei natural, que é a lei de Deus colocada na consciência de todo ser humano – desde que este dispõe do uso da razão.

(...)

O relativismo derruba as normas morais válidas para todos os homens; ele é ateu; vê na religião e na moral católicas um obstáculo e um adversário, pois Deus é visto como um escravizador do homem e a moral católica destinada a tornar o homem infeliz.

O relativismo atual coloca a ciência como uma deusa que vai resolver todos os problemas do homem; a qual está acima da moral e da religião. Mas se esquece de dizer que o homem nunca foi tão infeliz como hoje; nunca houve tantos suicídios, nunca se usou tanto antidepressivo e remédios para os nervos; nunca se viu tanta decadência moral (aborto, prostituição, pornografia, prática homossexual...), destruição da família e da sociedade.

O relativismo é embalado também pelo ceticismo e pelo utilitarismo, os quais só aceitam o que pode ajudar a viver num bem-estar hedonista, aqui e agora. Há uma verdadeira aversão ao sacrifício e à renúncia.
Infelizmente, esse perigoso relativismo religioso, que tudo destrói, penetrou sorrateiramente também na Igreja, especialmente nos seminários e na teologia.

É por causa desse relativismo moral que encontramos vez ou outra religiosos e sacerdotes que aceitam o divórcio, o aborto, a pílula do dia seguinte, o casamento de homossexuais, a ordenação de mulheres, a eutanásia, a inseminação artificial, a manipulação de embriões, o feminismo... e outros erros que o Magistério da Igreja condena explicita e veementemente.

Esse mesmo relativismo é a razão que move os contestadores do Papa, do Vaticano, dos Bispos e da hierarquia da Igreja, como se estes tivessem usurpado o poder sagrado e não o recebido do próprio Cristo pelo Sacramento da Ordem. Esse relativismo fez surgir na Igreja a “teologia liberal” de Rudolf Bultman, que por sua vez alimentou uma teologia “da libertação”, que é “feminista”, e agora falam já de uma “teologia gay”...

Um salto para a vida nova - Márcio Mendes

Márcio Mendes, missionário da Canção Nova, postou um excelente artigo sobre mudança de vida e sobre conversão no Canal Formação da Canção Nova.

Aquilo que ele escreveu, sem dúvida alguma sob inspiração do Espírito Santo, serve para cada um de nós. Hoje pode ser o meu dia de conversão, assim como pode ser o seu.

Aproveite esta oportunidade que Deus nos dá, meu irmão!!

Quando nos afastamos dos caminhos do Senhor perecemos

Deus quer, no dia de hoje, gravar os mandamentos d’Ele no seu coração. E não só no seu coração, mas no coração dos seus filhos, de toda a sua família e em toda a sua casa.

Quando você visita um judeu ortodoxo, as portas de sua casa estão marcadas com os mandamentos. Nós, hoje, precisamos marcar as nossas portas com o sinal da salvação.

O primeiro mandamento é: "Amarás o Senhor teu Deus com toda a tua força e com toda a tua alma". Mas para que os mandamentos do Senhor tenham efeito na nossa vida, nós precisamos ouvir a voz e a vontade de Deus. É necessário as ouvirmos, pois a Palavra de Deus é luz para nossos passos; é libertação. E quem quer ser liberto precisa ouvir a vontade de Deus. Você só será feliz se praticar a Palavra de Deus, e ao ouvi-la precisa ter a intenção de praticá-la.

Em Mateus 19, 16-22, vemos que a primeira coisa que temos de reconhecer é que Deus é bom, que Deus é amor. O Pastor que quer retirar de nós toda a tristeza e todo o lixo que o mundo foi depositando ao longo dos anos.

Se você quiser ter vida, abra a porta do seu coração. Eu vim buscar a vida verdadeira, que começa, hoje, com a sua decisão. Você que perdeu o sentido da vida, que sente uma tristeza profunda, hoje Deus abriu para você uma porta.

Os mandamentos do Senhor são caminhos de vida e liberdade. Quando nos afastamos dos caminhos d’Ele perecemos. Mas para ter essa experiência com o Senhor é necessário se prostrar, deixar cair por terra os apegos, deixar que Deus conduza a nossa vida.

Conversão é agarrar-se ao Reino de Deus, é decisão. Se você tomar essa decisão, voltará para casa com outra vida.

Até quando vamos dizer “Amanhã, amanhã...”? Por que não agora? Muitas vezes, você está pegando fôlego para pular no “fosso”. Eu tenho uma notícia maravilhosa: nós vamos pular para o outro – da vida velha para vida nova, juntos!

As amizades me levam ao eterno - Pe. Roger Luis

Um artigo recente do blog do Pe. Roger Luis, da Canção Nova, fala da importância da amizade em Deus.

Tenho neste tempo atual, feito uma linda experiência de Deus, e o mais interessante dessa experiência é que ela tem sido manifestada na presença do outro, do irmão, do amigo!

Me lembrei da linda experiência de amizade que na Bíblia é narrada no Livro de Samuel entre Davi e Jônatas, e a palavra relata que: “Assim que Davi acabou de falar com Saul, Jônatas apegou-se profundamente a Davi; amou-o como a si mesmo”. (1 Sm 18, 1). Antes mesmo de Jesus, Jônatas já experimentava o amor ao próximo de uma forma forte e com as características do que depois viria como revelação aos discípulos: “Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, assim como Eu vos amei. Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida por seus amigos”. (Jo 15, 12-13). Se continuarmos lendo o texto de Samuel desde o capítulo 18 até o 31, quando Jônatas morre, vamos nos deparar com a atitude de entrega e de amor profundo de uma amizade alicerçada em Deus, entre esses dois personagens históricos presentes na Sagrada Escritura. Jônatas se despojou até mesmo das honrarias de ser filho do Rei, dando seus direitos a Davi, e até o defende e protege do ataque do pai. O amor vence o ódio e a morte! A aliança entre Jônatas e Davi é perpétua, pois toda amizade nos leva a experimentar o céu aqui na terra, o eterno nos toca no amor revelado na amizade.

Ao saber da morte de Jônatas, Davi compõe um canto que diz num trecho: “Choro por ti, meu irmão Jônatas. Tu me eras tão querido; tua amizade me era mais cara que o amor das mulheres. Que seja Deus entre nós para sempre”. (2 Sm 1, 26). Somente quem mergulha numa amizade de forma tão profunda pode fazer tais afirmações, somente quem venceu o medo de amar, de amar sem medida não tem vergonha de deixar expresso em palavras e gestos a força desse amor. Talvez os maldosos poderiam julgar essa amizade de Davi e Jônatas com uma certa desconfiança por tanta intensidade, porém, a raposa que dialoga com o Pequeno Príncipa na obra magnifica de Saint -Exupéry nos diz: “Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos”.

A verdadeira amizade é experiência de abandono e entrega, alicerçada em renúncias, em doação, e empenho para que o outro seja feliz, e se sinta e seja a melhor pessoa do mundo. Não se pode medir o amor, é necessário amar sem medidas.


Cada amigo que temos são um presente que Deus nos dá. Muitas vezes eles são oportunidades de correção na nossa vida. Outras vezes são o sustento de que tanto precisamos. Muitas e muitas vezes riem conosco. Outras choram. Como diz o Pe. Roger Luis:

"os meus amigos me fazem experimentar o céu aqui na terra."

"O Céu começa aqui, o amor puro e verdadeiro revela o céu! "

Como deveríamos guardar esta verdade em nosso coração. Os nossos amigos nos revelam o céu. Não por mérito deles, mas porque Deus assim o quer. Que graça podermos experimentar um amor verdadeiro, puro, um amor que sem dúvida alguma vem de Deus!

Neste mundo tão preconceituoso, que muitas vezes condena as verdadeiras amizades, subvertendo seu valor, nos sentimos tentados a esconder o que sentimos. Não somos capazes de expressar nossa afeição, nosso carinho pelos nossos verdadeiros amigos.

Jesus não tinha este receio. Ele não teve vergonha de chorar por Lázaro, seu amigo; não escondia sua amizade e seu afeto por Marta e Maria; não se incomodou quando João, "o discípulo que ele amava", recostou a cabeça em seu peito.

Imitemos Jesus e entreguemos todos os dias nossos amigos nas mãos de Deus!

A Cura do mal pela raiz - Pe. Alir

Reproduzo aqui um artigo interessantíssimo do Pe. Alir sobre cura interior que está no Canal Formação do site da Canção Nova:

Um espinho cravado não desaparece simplesmente com o passar do tempo. Ele precisa ser arrancado

Há psicólogos que dizem que somos o resto da vida, basicamente, pelo que nos ocorreu nos três primeiros meses de nossa gestação.


- Lá aconteceram as primeiras e mais marcantes experiências da vida (A primeira impressão é a que fica…);
- Lá éramos bem mais frágeis. (Quanto mais frágil a planta, maior o estrago quando ela for pisada);
- Lá éramos 100% dependentes de nossos pais;
- Lá não tínhamos a quem recorrer quando sofríamos qualquer tipo de ameaça;
- Lá eram os outros que decidiam o que desejavam fazer conosco;
- Lá nossa capacidade de autodefesa era “zero”.

Quando uma árvore está murcha, feia e raquítica, qualquer um percebe que para mudar suas folhas, para que dê melhores flores e frutos é indispensável que se comece adubando e regando suas raízes.

Há um ditado popular que diz: “Cortar o mal pela raiz”. Equivale a dizer: remover as causas e origens daquele mal que se percebe externamente.

Partimos de alguns princípios:

- Toda pessoa é criada boa por Deus; sai das mãos de Deus “sem nenhum defeito de fábrica”;
- Até os cinco anos de idade sua base emocional está basicamente estruturada;
- Quando se pisa sobre algum objeto, facilmente se percebe que o estrago depende muito da fragilidade do objeto que é pisado;
- Quando pisa-se sobre uma planta, quanto mais nova e frágil ela for, tanto maior será o estrago;
- Também quanto mais próxima da concepção for a agressão, rejeição e desamor, maior poderá ser o “estrago” sobre a pessoa que está sendo gerada;
- Um espinho cravado não desaparece simplesmente com o passar do tempo. Ele precisa ser arrancado.

Dica de solução:

Procure pesquisar com seus pais, avós, tios e demais pessoas que possam informá-lo como foi seu período de gestação. Procure saber:

- Como era a relação entre seus pais?
- Eles desejavam um filho naquele momento ou simplesmente se conformaram e o aceitaram depois?
- De que sexo eles preferiam que você fosse?
- Qual foi a reação de sua mãe, pai, avós e tios ao saberem de sua existência?
- Como era a situação financeira e de habitação dos seus pais?
- Mais um filho representou uma grande alegria ou um grande peso, atrapalho e despesa a mais?
- Quais foram as principais atitudes de rejeição e desamor que você recebeu, especialmente nos três primeiros meses de gravidez?

Como se curar:

Através do perdão e do louvor você conseguirá “arrancar os espinhos cravados” e curar as feridas causadas desde o momento da concepção.

Se vocês pais foram ocasião para machucar seus filhos, quando mais agora poderão, com a graça de Deus, ser instrumentos de cura.

Pois tudo pode ser mudado pela oração!

Padre Alir
aliralir@gmail.com

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Guardai-me e defendei-me, Virgem Maria - Monsenhor Jonas Abib



Como não poderia deixar de ser, a mensagem do dia de nosso amado fundador, Monsenhor Jonas Abib:

Maria é uma Mãe cheia de ternura.

Quando Ela terminou sua missão foi arrebatada ao céu em corpo e alma. "Meu filho, eu estou com você, eu cuido de você!"

Renovemos nossa consagração a Ela.

Oração:

"Oh, minha Senhora, oh minha Mãe, eu me ofereço todo a vós. E em prova de minha devoção para convosco, vos consagro neste dia os meus olhos, meus ouvidos, minha boca, meu coração e inteiramente todo o meu ser. E porque assim sou vosso, oh incomparável Mãe, guardai-me e defendei-me como coisa e propriedade vossa."

Amém!

Seu irmão,

Monsenhor Jonas Abib

Os frutos do Espírito Santo - D. Alberto Taveira

Aproveitando o tempo livre à noite, já que estou viajando, estou postando aqui artigos que me edificaram e que tenho certeza que edificarão a todos os cristãos que os lerem.

O artigo a seguir foi escrito por D. Alberto Taveira:

Lembrei-me de uma lista de frutos da carta de São Paulo aos Gálatas cap 5, 19: Ele fala de carne e espírito. A palavra carne é usada num sentido negativo; Pe. Jonas Abib explicou o que significa ‘mundo’, usado pela bíblia como coisa negativa, que se opõe a Deus.

E o sentido que ele usa a palavra ‘carne’ de forma negativa: ‘As obras da carne: imoralidade sexual, impureza, contenda, ciúmes, iras, intrigas, discórdias, facções, invejas, bebedeiras, orgias e outras coisas semelhantes. Eu vos previno, como aliás já o fiz: os que praticam essas coisas não herdarão o reino de Deus‘.

Pode já ter acontecido que já tenhamos produzido tais frutos: ou ficamos abatidos, chateados, dizendo ‘como sou mau’, e fico bloqueado, e não caminho. A quem eventualmente possa ter feito toda essa ladainha da carta aos Gálatas, eu digo: levante a cabeça, e comece a produzir os frutos do Espírito.

É necessário, num caminho de conversão e de frutos, a decisão; é necessário fazer uma escolha. Mesmo que neste caminho, neste ideal que eu escolhi eu caia. Mas nesta escolha eu posso levantar. Se eu sou de Deus, se minha vida é patrimônio de Deus, eu vou caminhar e continuar a minha estrada. Vou ‘recomeçar’.

Quando eu falo de escolher, decidir, buscar um rumo, um ideal, onde está o problema? Muitas vezes você decide: passa depressa do sentimento para a ação - dá um salto, perdendo totalmente o controle. Logo após eu ponho a mão na cabeça e peço perdão porque agi sem pensar.

Algo muito simples que quero passar para vocês, que nos ajuda a buscar o rumo da nossa vida. Temos no ato humano, cada forma de agir humana posso distinguir 4 partes: Sentir, pensar, querer, agir.

Se você quer viver, você não pode decidir, agir, somente pelo sentimento, esse é o desastre na vida das pessoas. Isso não é vantagem no ser homem ou mulher. Não é vantagem em falar que é franco, que tudo vem em sua cabeça, é como um animal - cutucou, deu coice! Aí está o desastre do nosso mundo!

Dom Alberto Taveira Corrêa -Arcebispo Palmas – TO

Certamente precisamos nos levantar cada vez mais confiantes na Misericórdia Infinita de Deus.

Mas como somos tentados a ficar no chão, quando, pela queda, nos sentimos humilhados, incapazes e fracos!

Essas palavras de Dom Alberto Taveira, que na verdade foram ditas sob inspiração do Espírito Santo, dão força e alegria ao meu coração de pecador.

D. Estevão Bettencourt - Terminei a Carreira, Guardei a Fé


O Prof. Felipe Aquino tem colocado em seu blog alguns textos de D. Estevão Bettencourt.

Reproduzo a seguir um que fala de um convite a todos nós, católicos: guardar a fé!


Revista: “PERGUNTE E RESPONDEREMOS”D. Estevão Bettencourt, osb.Nº 265 – Ano 1982 – Pág. 421.

O ano vai chegando ao fim e nos incita a um retrospecto… Ao fazer tal revisão em seu contexto próprio, o Apóstolo escrevia: “Terminei a minha carreira, guardei a fé” (2Tm 4,7).

Guardei a fé… Estas palavras têm sentido enfático. Significam, de certo modo, uma vitória. Com efeito, a fé é a adesão a Deus que se revela ao homem por palavras e feitos. A palavra de Deus é vida segundo o Apóstolo; é portadora de saúde espiritual… Quem percorre as epístolas pastorais (1/2Tm, Tt), não pode deixar de ficar impressionado pela freqüência com que ocorrem a expressão hygiainousa didaskalía (doutrina sadia) e semelhantes (cf. 1Tm 1,10; 6,3; 2Tm 1,13; 4,3; Tt 1,9.13…)


São Paulo usa a locução palavra da salvação (At 13, 26); São João, palavra da vida (1Jo 1,1). – No tempo do Apóstolo, como em outras épocas, serpeavam heresias, hairéseis, isto é, doutrinas seletas que mutilavam e deterioravam o patrimônio da fé; ora o Apóstolo não hesita em chamá-las gangraina, gangrena (2Tm 2, 17); esta é algo de pútrido que se alastra e vai extinguindo a vida; o mesmo autor sagrado compara as heresias à doença, nosos (1Tm 6,4), à cauterização da consciência mediante o ferro em brasa, que se opõe à saúde e à vida (cf. 1Tm 4,2).


É a consciência do valor capital das verdades da fé que leva os cristãos a respeitá-las ciosamente. Elas vêm de Deus; podem ser ilustradas pela razão humana, embora esta não as abarque plenamente; jamais podem ser tratadas como verdades filosóficas, cujas únicas credenciais são a evidência maior ou menor com que se imponham à razão; posso retocar a meu modo o sistema de qualquer filósofo, pois estou igualmente credenciado pela razão para propor-lhe meus retoques. O mesmo porém, não ocorre com as verdades reveladas por Deus; compete ao cristão aprofundá-las, sim, todavia guardando absoluta fidelidade ao significado original. O cristão sabe outrossim que qualquer desvio infligido a tais proposições não tem conseqüências apenas no plano acadêmico, mas repercute no da vida do povo de Deus, que poder ser assim afetada por doença e gangrena!


“Guardei a fé…” Isto quer dizer também: soube corajosamente colocar minha razão a serviço da palavra que às vezes é cruz, escândalo e loucura, mas que, em última instância, vem a ser fator de vida e plenitude.

“Guardei a fé…” neste fim de ano, possa a Igreja dizê-lo em cada um dos seus fiéis!

E.B.

terça-feira, 15 de abril de 2008

Somos escolhidos de Deus

Mensagem do dia do nosso querido fundador, Monsenhor Jonas Abib, para sempre ficarmos ligados ao pensamento daquele a quem Deus confiou a missão de cuidar e cultivar o Carisma Canção Nova:

(retirado da página do Monsenhor Jonas no site da Canção Nova)


Você é um escolhido de Deus!

Deus nos tem no colo. Pode descansar, relaxe no colo do Senhor! Eu era gago e por causa de minha timidez me tornava antipático; e veja a transformação que Deus fez em mim. Saiba que você está no colo do Pai e no colo da Mãe da Ternura, os quais o acolhem e podem transformar tudo em sua vida.

"Todas as coisas concorrem para o bem dos que amam a Deus" (Rom 8,28).

Se tudo concorre para o nosso bem, acabamos achando que não amamos a Deus e que Ele não nos ama, pois tantas coisas ruins acontecem. Você não precisa ser perfeito, ame no seu “grau”. Basta que você ame! Você olha para o seu casamento, vê tantos erros e acaba se revoltando com Deus. Mas, Ele não se revoltou com você, Ele continua o amando.

Você não é um cachorro vira-lata, mas um escolhido por Deus, com suas qualidades e falhas. Ele só quer que você corresponda ao chamado d’Ele. Se o Senhor fez tudo isso em nossas vidas é porque nós temos correspondido a Ele; mas se não correspondêssemos mais, Ele faria ainda mais.

Deus merece que você dê tudo a Ele, porque Ele deu tudo por você!

Seu irmão,

Monsenhor Jonas Abib

segunda-feira, 14 de abril de 2008

O que você é? (Luzia Santiago)

Reflexão muito interessante da nossa co-fundadora, Luzia Santiago, extraída da sua página no site da Canção Nova:


Será que você pode dizer como Santa Teresinha do Menino Jesus: "Eu sou o que Deus pensa de mim", ou constantemente fica preocupado com o que as pessoas pensam a seu respeito?

Como é lindo quando paramos diante da presença de Jesus e lhe fazemos esta pergunta:

Senhor, como me vês?

E o mais belo ainda é escutarmos a resposta d'Ele: "Porque és precioso a meus olhos, porque eu te aprecio e te amo, permuto reinos por ti, entrego nações em troca de ti" (Is 43,4).

Quanto mais nos aproximamos d'Ele, mais nos conhecemos e vamos tendo clareza das coisas que se passam dentro de nós. Precisamos gastar tempo com o Senhor, dialogar com Ele, fazer-lhe perguntas e escutar também as perguntas e as respostas d'Ele a nosso respeito. Desta forma, não viveremos em função do que as pessoas dizem de nós de bom ou de ruim, e o nosso coração viverá em paz, e tocaremos na nossa verdadeira identidade de forma real e consciente.

"Vós me ensinais vosso caminho para a vida; junto a vós felicidade sem limites! "(Sl 15)

Jesus, nós queremos conhecer-te e nos conhecermos a nós mesmos verdadeiramente.

Jesus, eu confio em Vós!

Luzia Santiago

domingo, 13 de abril de 2008

O medo do pecado

Estava lendo o blog de Dom Alberto Taveira e o artigo abaixo me chamou a atenção:

Você tem medo de quê?

As pessoas têm medo da verdade, da morte, de Deus, mas não têm medo do pecado

“Coragem! Eu venci o mundo” (João 16, 33).

Queridos irmãos e irmãs, de que vocês têm medo? Medo de escuro? Medo de cara feia? Medo de ficar sem emprego? O que causa os seus medos? Sabemos que medos grandes e pequenos existem em nosso coração. Sabemos que esse sentimento serve para nos tornar mais prudentes.

Muitas pessoas têm medo do passado. Medo das sombras do passado, as quais as arrastam e das quais não conseguem se libertar. Outras têm medo do presente; outras, do futuro e do que vai acontecer com sua família, e assim por diante. Até hoje o medo faz parte de nossa vida. Na nossa sociedade gostamos de inventar coisas de terror. Num filme de terror, embora saibamos que é criação, imaginação, ficamos até com os corações apertados.

Jesus, no Evangelho, diante de seus apóstolos, aterrorizados, diz: “Não tenhais medo, Eu estou convosco” (Marcos 6,50c e Mateus 28,20).

Muitas vezes ,você está apavorado no escuro, porque sua imaginação vai longe, você ouve o barulho de um bichinho e imagina um monstro. Na nossa vida espiritual, muitas vezes, também existem “monstros” porque estamos na “escuridão”, por isso é preciso iluminá-la. Um dos caminhos para se superar o medo é a confissão, porque nesse sacramento você depara com a verdade.

É preciso continuamente vencer o medo com a experiência da graça. A proposta é o amor, porque no amor não há temor.

Nos primeiros anos do meu ministério sacerdotal, havia uma grande tarefa para eu assumir e estava com muito medo. Fui conversar com um santo sacerdote e ele me disse: “Use este lema: ‘Eu não vos temo porque eu vos amo’”. Pois o amor vence todas as barreiras; a força do amor abala as estruturas do medo.

São Domingo Sávio dizia: “Antes a morte do que pecar”. Hoje as pessoas têm medo da verdade, da morte, de Deus, mas não têm medo do pecado. Será que é bonito gostar dos sete pecados capitais?

Hoje, pedi a Deus um “santo medo”: o medo de pecar. Quero ter medo de pecar, quero ter medo de fazer o mal; esse é um medo sadio porque é fruto do temor a Deus.

Deixemos que a graça de Deus nos afaste dos medos doentios e restaure em nós o temor a Ele. Que em tudo possamos ouvir a voz de Deus que diz: “Coragem!”. Coragem para lutar contra o pecado.

Dom Alberto Taveira
Arcebispo metropolitano de Palmas - TO

Sem dúvida seria muito bom se todos tivéssemos medo do pecado. Peçamos a graça a Deus de não termos medo das coisas do mundo, pois, se estamos com Jesus, não há porque temer.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

A misericórdia e o amor infinitos de Deus

Estou lendo "A Montanha dos Sete Patamares", do monge católico Thomas Merton. Hoje fiquei encantado com a seguinte passagem, que fala sobre a misericórdia de Deus:

Ainda não se inventou uma bomba com a metade da potência de um pecado mortal - e, no entanto, não há força positiva no pecado, apenas negação, apenas aniquilação. Talvez seja esta a razão de sua imensa destrutividade: ele é um nada, e, onde ele está, nada resta - fica um vazio, um vácuo moral.

Somente a misericórdia e o amor infinitos de Deus evitaram que nós nos tivéssemos dilacerado mutuamente e tivéssemos destruído toda a sua criação há miuto tempo. Muitos pensam que as muitas guerras são de certa forma uma prova de que não existe um Deus de Misericórdia. Pelo contrário, considere-se como, apesar dos séculos de pecado, ganância, luxúria, crueldade, ódio, avareza, opressão e injustiça, engendrados e reproduzidos pela livre vontade das pessoas, a raça humana consegue recuperar-se cada vez e ainda produzir homens e mulheres que vencem o mal com o bem, o ódio com o amor, a ganância com a caridade, a luxúria e a crueldade com a santidade. Como seria isto possível sem que o amor misericordioso de Deus derramasse sua graça sobre nós? Pode haver alguma dúvida sobre a procedência das guerras e da paz, quando os filhos deste mundo, excluindo Deus de suas conferências de paz, produzem guerras sempre maiores enquanto vão falando de paz?

Basta abrir os olhos e dirigi-los ao nosso redor para vermos o que os nossos pecados estão fazendo ao mundo e já fizeram. Mas não conseguimos enxergar. Somos aqueles de quem disse o profeta Isaías: "Ouvireis com os ouvidos e não compreendereis, olhareis com os olhos e não enxergareis".

Não há flor que desabroche, não há semente que caia na terra, não há espiga de trigo que balance ao vento que não louvem e proclamem a grandeza e a misericórdia de Deus para com o mundo inteiro.

Não existe ato de bondade ou de generosidade, não existe um ato de sacrifício ou uma palavra de paz e de gentileza proferida, não existe uma oração feita por criança inocente que não cantem hinos a Deus perante seu trono, aos olhos das pessoas e diante de seus rostos.

Como pode acontecer que nas milhares de gerações de assassinos desde Caim, nosso sombrio ancestral sedento de sangue, alguns de nós ainda conseguem ser santos? A serenidadem, a vida oculta e a placidez das pessoas realmente boas neste mundo proclamam a glória de Deus.

Todas essas coisas, todas as criaturas, todo gesto cortês, todo ato ordeiro da vontade humana, tudo isso nos é enviado por Deus como profetas. Mas por causa de nossa teimosia chegam até nós só para cegar-nos ainda mais.

"Porque o coração deste povo se endureceu, ouviram mal com os ouvidos e taparam os olhos, para não suceder que vejam com os olhos, ouçam com os ouvidos, entendam com o coração e se convertam, e assim eu os cure".

Nós nos recusamos a ouvir as milhões de diferentes vozes através das quais Deus nos fala, e toda recusa nos endurece cada vez mais contra sua graça - assim mesmo continua a falar-nos, e nós dizemos que ele é sem misericórdia.

"Mas o Senhor age com paciência para o vosso bem; não quer que ninguém pereça, mas que todos voltem à penitência".

Não há o que comentar, só louvar e agradecer a Deus pela sua misericórdia, manifestada a cada segundo de nossa vida.

terça-feira, 25 de março de 2008

O importante e o urgente: Administrando o meu tempo

Chegou até as minhas mãos, por meio de um curso à distância do qual sou tutor no meu trabalho, um texto de Eduardo O. C. Chaves intitulado "Administrar o tempo é planejar a vida".

Confesso que não iniciei a leitura do artigo com muito interesse, mas, ao avançar no texto, descobri que realmente o autor trazia grande contribuição para a minha vida.

Considerando que a minha grande batalha hoje é exatamente a forma como utilizo o meu tempo, encontrei informações valisíssimas para minha luta diária. E, a partir da leitura deste texto, decidi me organizar, colocar no papel aquilo que preciso fazer a cada dia.

O autor diz que deveríamos fazer uma lista das coisas que queremos fazer, e classificá-las como IMPORTANTES e URGENTES. Como gostaríamos de fazer mais coisas do que o nosso tempo nos permite, certamente teremos que excluir da nossa lista aquilo que nem é importante nem é urgente.

E como importante entra, por exemplo, brincar com meu filho. Pode parecer uma coisa simples, mas, ao colocar no papel todas as atividades que gostaria de fazer ao longo do meu dia, percebi que esta não poderia faltar. Também percebi que deveria dedicar tempo para minha esposa. Nem especifico se é assistindo a um filme, conversando, estudando com ela, isso não importa. Importante é que eu dedique uma parte do meu dia para ela e para meu filho.

Para alguém que é organizado e metódico, fazer essa lista pode até parecer algo inútil, sem propósito. Mas para quem, como eu, se distrai com tudo e tem uma grande tendência de desperdiçar seu tempo, foi um ótimo impulso para finalmente iniciar algo que já vinha tentando fazer há algum tempo.

Organizar o meu tempo, administrá-lo bem, ganha também uma nova dimensão quando se tem um objetivo definido na vida. No meu caso, meu objetivo de vida é EVANGELIZAR. Em tudo, usando cem por cento da minha vida, de meu tempo, de minha inteligência, QUERO e PRECISO evangelizar.

Como já falei em outro artigo, como posso evangelizar se não dou testemunho com a minha própria vida?

Rogo ao Senhor que me dê perseverança, que me dê a constância da qual o próprio Jesus fala em Lucas 21, 19:

"É pela vossa constância que alcançareis a vossa salvação."

Preciso ser constante, Senhor, para evangelizar melhor. Para cumprir de forma mais fiel a missão que me confiaste.

P.S.: Para conhecer o texto de Eduardo Chaves, clique no link abaixo:

Administrar o tempo é planejar a vida.

domingo, 2 de março de 2008

Livro: O Leão que ruge ao longo do caminho



Estou terminando de ler este livro de autoria do Frei Elias Vella, padre franciscano de Malta. Tenho colhido muitos tesouros, alguns dos quais compartilharei aqui.

"Em nossa jornada espiritual, podemos encontrar Jesus em diferentes formas:

Podemos encontrá-Lo na condição de Médico;

Podemos encontrá-Lo na condição de Mestre;

Podemos encontrá-Lo na condição de Amigo;

Podemos encontrá-Lo na condição de Senhor."

"Meu primeiro encontro é o que tenho com Jesus, o Médico de minha vida. Ninguém deve pensar que, encontrando Jesus como um médico, irá atingir o pico da santidade, como se isso fosse o suficiente. Este é apenas o primeiro passo, embora um passo muito importante, ao seguirmos Jesus."

"Nós tentamos abrir nossas mãos e, como mendigos, pedimos a Jesus para nos curar."

"Você se lembra do homem que estava próximo do tanque de Betesda? Ele não sabia quem Jesus era. Ele não pediu nada de Jesus. No entanto, Jesus quis tomar a iniciativa e foi curá-lo. Mas a primeira pergunta que Jesus fez a ele foi: 'Queres ficar curado?'. E foi aquela resposta - 'Sim, eu quero' - que deu a Jesus a possibilidade de curar aquele homem (Jo 5,1-18). Por isso, é muito improtante aceitarmos o fato de que somos pessoas doentes, que necessitamos de cura e que queremos ser curados por Jesus."

Essas e muitas outras pérolas podem ser colhidas nesse belo livro do Frei Elias Vella. O livro aborda, em especial, a ação do demônio sobre os homens e como podemos lutar contra esse inimigo já derrotado.

Seguindo um método didático que torna a leitura fácil e agradável, o Frei, sem nunca descuidar da espiritualidade, nos conduz a um verdadeiro curso de cura interior e de libertação do maligno.

O livro pode ser encontrado em qualquer boa livraria católica do país. Visite o site da Livraria da Canção Nova para buscar este e outros livros do Frei Elias Vella.

Se você está em Aracaju, visite a Livraria da Canção Nova, na Rua Paulo Henrique Machado Pimentel, 95, Bairro Inácio Barbosa, e adquira essa verdadeira jóia para a formação do povo católico.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Ser um profissional de Deus

Como cristão, tenho que dar o meu testemunho pessoal. Preciso convencer as pessoas com a minha vida que ser de Deus me faz ser uma pessoa melhor. Caso contrário, estarei dando o chamado contra-testemunho. Se as pessoas não conseguem perceber que Deus age em minha vida, elas se sentirão desestimuladas a procurá-Lo para a vida delas.



Se, sendo cristão, não consigo viver bem com as pessoas que me cercam, se não consigo amá-las, pelo contrário, se procuro me isolar ou me colocar numa posição de superioridade, que exemplo eu dou?



Jesus, mesmo sendo Deus, mesmo sendo superior em tudo a todos nós, não se isolou do mundo. Antes, foi ao encontro dos pecadores, não para condená-los, mas para expressar seu amor por eles. Veja como ele fez isso com Zaqueu, com Mateus, quando foi almoçar na casa do fariseu, quando conversou com amor com o jovem rico, e tantas outras situações. Ele não teve preconceito, não fez reservas, mas, primeiramente, AMOU.



O cristão precisa deixar transparecer essa face de Deus. E assim também, precisa mostrar Deus por meio de várias outras atitudes. Eu, particularmente, me vejo chamado a dar testemunho do que Deus faz na minha vida por meio do meu trabalho. Tenho dificuldades para ser um profissional de Deus. Para empregar o meu tempo no trabalho da forma mais construtiva possível. Para fazer o melhor que posso fazer. Mas sei da necessidade de eu ser perfeito no trabalho. Porque lá todos sabem que sou CATÓLICO, sabem que sou da CANÇÃO NOVA. Se me comporto mal, se não trabalho como deveria, se desperdiço meu tempo, se chego atrasado, não é só a minha conduta que é avaliada É a conduta de um CATÓLICO, é a conduta de um CANÇÃO NOVA.



Um cristão de verdade precisa agir como o Cristo: levar a sério suas responsabilidades e fazer da melhor forma aquilo que é sua obrigação. Assim as pessoas poderão até não compartilhar da sua fé, poderão até lhe chamar de alienado, de louco, do que quer que seja. Mas você jamais será pedra de tropeço para essas pessoas. Elas nunca poderão dizer que você é incoerente, que você é católico mas é "enrolado", mas terão que tirar o chapéu, não para suas qualidades, mas para o que Deus faz na sua vida.



Que o Senhor Jesus nos ajude para que todos nós, cristãos, possamos edificar nossos irmãos com nosso testemunho pessoal.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Ser amigo da Canção Nova



Aqui em Aracaju, a reunião do grupo de amigos da Canção Nova ocorre, normalmente, na primeira e na segunda quarta-feira do mês, às sete da noite.
Esse grupo é dedicado àquelas pessoas que amam a Canção Nova e querem ajudar na obra de evangelização que foi confiada por Deus a esta comunidade.

O que é ser amigo da Canção Nova?

O que é ser amigo de alguém?

É estar sempre próximo, estar sempre ao lado. É poder ter a certeza de que se pode contar com aquela pessoa. É saber que aquela pessoa se importa com você e vai compartilhar suas alegrias, suas tristezas, seus sofrimentos e suas vitórias.

Um conhecido fica indiferente ao que acontece com você. Um amigo não. Ele sente, torce para que tudo dê certo, reza por você e com você.

Deus tem gerado no coração de muitas pessoas esse sentimento de amor pela Canção Nova. Essa amizade, essa cumplicidade. E nós, comunidade, precisamos de amigos. Precisamos de pessoas a quem recorrer nos momentos difíceis, com quem festejar nos momentos felizes.

Essas pessoas, por sua vez, precisam conhecer aquilo que amam. Não basta ficar em casa vendo a Canção Nova pela TV ou mesmo vir ao Rincão nos acampamentos uma vez por mês. Os amigos da Canção Nova são convidados a dar um passo à frente:

Entrar na intimidade da Comunidade. Serem formados de acordo com o Carisma específico que Deus nos reservou.

É esse o propósito desse grupo.

Como isso é feito? De diversas maneiras, de acordo com a inspiração que Deus nos dá. A única constante é a oração, que não pode faltar. Mas há dias em que Deus nos pede que O adoremos na Eucaristia, noutro que enfatizemos a Sua Palavra, outro dia é tempo de fortalecer os laços de amizade, motivo pelo qual partimos para alguma dinâmica mais lúdica, que estimule a interação entre todos.

Os resultados têm sido marcantes. O Senhor certamente quer preparar esses amigos para aguentarem firme no tempo da provação, por isso tem investido tanto neles, e vai investir ainda mais.

Venha conhecer nosso grupo, venha se aproximar da Canção Nova, venha tirar suas dúvidas, rezar conosco, rir conosco, ser de Deus conosco.

A porta está aberta, e o convite está feito.

O grupo de amigos acontece na Casa de Missão da Canção Nova em Aracaju, na Rua Paulo Henrique Machado Pimentel, 95 - Bairro Inácio Barbosa, na primeira e na terceira quarta feira do mês.

Informações: (79) 2104-4444

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

A hipocrisia e a força do testemunho pessoal

"Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas! Vós fechais aos homens o Reino dos céus. Vós mesmos não entrais e nem deixais que entrem os que querem entrar. "

Recentemente, tenho me perguntado até que ponto sou hipócrita. Até que ponto tenho duas caras. Até que ponto meu testemunho de vida é contraditório com a fé que proclamo.

E fui me surpreendendo ao ver que em muitas situações sou realmente hipócrita. Minhas atitudes não falam o mesmo idioma da minha consagração.

E isso é terrível, porque não faz mal somente a mim, mas prejudica aqueles que me rodeiam, e que, naturalmente, esperam de mim uma conduta verdadeiramente cristã.

A boca fala daquilo que o coração está cheio. Nossas atitudes refletem também aquilo que habita o nosso coração.

E, se tenho sido causa de queda dentro da minha própria casa, que responsabilidade a minha! Pois os meus são os primeiros que têm que perceber a minha santidade de vida, ou pelo menos o meu esforço em tentar alcançá-la.

E fui revendo como muitas vezes sou influência negativa para meu filho, que me vê tanto tempo na frente de um computador. Para ele, não há diferença alguma se estou trabalhando, estudando ou, o que na maioria das vezes faço, jogando. É apenas o seu pai, idolatrando uma máquina cheia de cores e de brilho, jogos e sons. É apenas o seu pai, que tantas vezes o deixa sozinho em frente a uma televisão e passa horas e horas sem fazer nada de útil no PC. É seu pai, que muitas vezes até demora pra pegar um copo d'água pro filho pra terminar uma partida, pra fazer isso ou aquilo, sempre pro computador.
E o que isso gera no meu filho? Uma obsessão pelo computador igual à que ele vê no seu pai. Meu filho tem acordado pra ir pra escola e, adivinha qual a primeira coisa que ele faz? Vai para o computador.
Meu filho chega da escola e qual a primeira coisa que ele faz? Corre para o computador.

Como é duro constatar e reconhecer isso... Que eu, Canção Nova, tenho sido tão mau exemplo para meu filho de quatro anos.

Isso não aconteceu há dois anos, nem há cinco anos, nem há dez anos. Acontece hoje.

E com isso chego à conclusão de que realmente sou hipócrita, de que Deus tem muito a trabalhar em mim.

Mas peço a graça ao Senhor de me consertar. De derrubar minhas máscaras, de me dar a graça da coerência com a minha vocação.
De saber educar meu filho.
De ser exemplo na minha casa.
De evangelizar com minhas ações, mais do que com minhas palavras.
De ter um testemunho pessoal forte, que atinja os meus.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Construindo a minha casa sobre a rocha

"É semelhante ao homem que, edificando uma casa, cavou bem fundo e pôs os alicerces sobre a rocha. As águas transbordaram, precipitaram-se as torrentes contra aquela casa e não a puderam abalar, porque ela estava bem construída.
Mas aquele que as ouve e não as observa é semelhante ao homem que construiu a sua casa sobre a terra movediça, sem alicerces. A torrente investiu contra ela, e ela logo ruiu; e grande foi a ruína daquela casa."

Essa é uma passagem clássica da Bíblia, muito conhecida e muito citada. O que significa, entretanto, construir a sua casa sobre a rocha?

Tive, nesse final de semana, demonstrações claras do Senhor acerca da necessidade de ter minha casa edificada sobre solo firme.

Ocorreu, aqui em Aracaju, na casa de missão da Canção Nova, o Redão, encontro vocacional para discernir aquelas pessoas que poderão iniciar o caminho para a comunidade.
Havia muitas pessoas inscritas, todas com realidades distintas, todas com histórias de dores e de alegrias.

Em determinado momento, enquanto pedíamos a efusão do Espírito Santo, rezei pelas pessoas. Pedi a Deus que as libertasse, que as curasse, que lhes desse ânimo, coragem e fervor.
E pude sentir que havia grande autoridade na minha oração. Grande poder. Não vindo de mim, mas vindo realmente do céu.

O Senhor confiou em mim, e na minha fraqueza, se manifestou, e a oração que fiz foi efetiva.

Compreendi então que precisava edificar minha casa sobre a rocha. Que minha vocação tinha que ser firme, que eu não poderia viver em desacordo com ela. Que tenho que alimentar meu espírito das coisas de Deus, para fortalecê-lo, para poder ter intimidade com o Senhor, para que, numa hora como aquela, de oração, de intercessão, o Senhor pudesse realmente encontrar meu coração aberto para que ele agisse por meio de mim.

Há bastante ainda a ser feito na minha vida. Muito, muito mesmo. Mas agradeço ao Senhor por mais um aprendizado, por ter percebido que tenho avançado, que tenho sido dócil, que tenho sido obediente.

Ontem à noite, na minha ruminação da Palavra, li o capítulo 6 de Lucas. E essa passagem falou forte.
CONSTRUIR MINHA CASA SOBRE A ROCHA.
É isso que tenho que fazer. E essa rocha é uma vida coerente com a minha vocação. É buscar o conhecimento de Deus. É rezar mais. Nesse mesmo capítulo, São Lucas diz que, antes de escolher seus doze discípulos, Jesus subiu até uma montanha e orou durante toda a noite.
Tenho que seguir esse exemplo. Preciso colocar a oração como algo indispensável na minha vida. Não como uma obrigação a ser cumprida. Mas como algo que precede todas as coisas.
Se vou almoçar, tenho que agradecer a Deus pela comida.
Se vou trabalhar, tenho que agradecer a Deus pelo trabalho e pedir que me guie para trabalhar da melhor forma.
Se vou tomar uma decisão, qualquer que seja, ele deve ser precedida pela oração, pedindo a Deus a graça do discernimento.

Sei que isso ainda não é realidade na minha vida, mas com a Graça de Deus se tornará.

O Senhor decidiu contar comigo para parte do seu plano de salvação. Ele não precisa de mim, mas decidiu que eu teria uma parte nesse plano. Tenho que me preparar, como um bom atleta, para estar pronto para cumprir da melhor maneira possível essa reponsabilidade que me foi confiada pelo Senhor.

A oração, o convívio com a Palavra, a Eucaristia, essa deve ser a minha rotina de "exercícios" para poder entrar nessa batalha.

Que o Senhor me dê a graça da PERSEVERANÇA, para ser fiel a Ele a cada dia e para, cada vez mais, construir minha casa sobre a rocha.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Deus me constrói

De diversas maneiras o Senhor tem me moldado para que eu seja aquilo que Ele quer.
Ele age de forma mais comum por meio das pessoas: minha esposa, que tanto me edifica, meu filho, que, inconscientemente, me faz querer ser melhor, meus irmãos de comunidade, meus amigos no trabalho... Algumas vezes, Deus me fala por meio de pessoas que nem conheço, ou de quem nada espero.
Deus tem me moldado muito por meio do meu trabalho, tantas vezes executado de forma incoerente com a minha fé.
Deus até se aproveita das minhas falhas para me construir:
Das vezes em que fico tempo demais na frente do computador, não fazendo nada de construtivo, e o Senhor me suscita um arrependimento que me leva a querer empregar o meu tempo em algo que edifique a mim e ao meu próximo (foi desta inspiração que surgiu este blog).

Mas, certamente, a maneira que Deus mais contundentemente fala comigo é através de Sua Palavra.
O estudo que faço diariamente (e tenho sido fiel, graças a Deus), tem falado diretamente sobre o homem que tenho que ser para Deus.

E a experiência que recentemente comecei, de fazer a ruminação da Palavra, me mostrou que Deus quer realmente que eu avance, que deixe de lado o alimento líquido e passe para o alimento sólido, que saia da piscina das crianças e vá para a profundidade, onde eu possa mergulhar e mergulhar na Graça Infinita do Senhor.

Obrigado, Jesus, porque depois de oito anos fazendo o diário espiritual, depois de tanta história com a tua Palavra, depois de tê-la quase deixado de lado, o Senhor finalmente me fez ver que havia chegado a hora de investir de verdade. Esse tempo que se passou foi importante, foi necessário, mas o Senhor agora inaugura um tempo novo na minha vida. Tempo este que torna necessária a têmpera, têmpera esta que vou adquirindo com sucessivas sessões de fogo purificador e marteladas de correção, fogo e martelo, fogo e martelo, até que eu possa ser como o Cristo.

Maria, mãezinha, conto contigo para estar sempre ao meu lado, para que eu não desvie meu olhar de Jesus.
Sabes como é meu olhar, como eu me perco com facilidade, como me desconcentro, como mudo de rumo muito facilmente. Mas esse tempo acabou. É tempo de constância, tempo de equilíbrio, mas também tempo de ser ousado no Senhor, de acreditar que Ele capacita seus escolhidos.

O que te peço, Senhor, é que SEJA FEITA A VOSSA VONTADE.

Não a minha, tão imperfeita, mas a VOSSA VONTADE.

É assim: com gestos, com palavras, com pensamentos e suspiros, com reflexão, com amor, com alegria, que DEUS ME CONSTRÓI.