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quinta-feira, 17 de abril de 2008

As amizades me levam ao eterno - Pe. Roger Luis

Um artigo recente do blog do Pe. Roger Luis, da Canção Nova, fala da importância da amizade em Deus.

Tenho neste tempo atual, feito uma linda experiência de Deus, e o mais interessante dessa experiência é que ela tem sido manifestada na presença do outro, do irmão, do amigo!

Me lembrei da linda experiência de amizade que na Bíblia é narrada no Livro de Samuel entre Davi e Jônatas, e a palavra relata que: “Assim que Davi acabou de falar com Saul, Jônatas apegou-se profundamente a Davi; amou-o como a si mesmo”. (1 Sm 18, 1). Antes mesmo de Jesus, Jônatas já experimentava o amor ao próximo de uma forma forte e com as características do que depois viria como revelação aos discípulos: “Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, assim como Eu vos amei. Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida por seus amigos”. (Jo 15, 12-13). Se continuarmos lendo o texto de Samuel desde o capítulo 18 até o 31, quando Jônatas morre, vamos nos deparar com a atitude de entrega e de amor profundo de uma amizade alicerçada em Deus, entre esses dois personagens históricos presentes na Sagrada Escritura. Jônatas se despojou até mesmo das honrarias de ser filho do Rei, dando seus direitos a Davi, e até o defende e protege do ataque do pai. O amor vence o ódio e a morte! A aliança entre Jônatas e Davi é perpétua, pois toda amizade nos leva a experimentar o céu aqui na terra, o eterno nos toca no amor revelado na amizade.

Ao saber da morte de Jônatas, Davi compõe um canto que diz num trecho: “Choro por ti, meu irmão Jônatas. Tu me eras tão querido; tua amizade me era mais cara que o amor das mulheres. Que seja Deus entre nós para sempre”. (2 Sm 1, 26). Somente quem mergulha numa amizade de forma tão profunda pode fazer tais afirmações, somente quem venceu o medo de amar, de amar sem medida não tem vergonha de deixar expresso em palavras e gestos a força desse amor. Talvez os maldosos poderiam julgar essa amizade de Davi e Jônatas com uma certa desconfiança por tanta intensidade, porém, a raposa que dialoga com o Pequeno Príncipa na obra magnifica de Saint -Exupéry nos diz: “Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos”.

A verdadeira amizade é experiência de abandono e entrega, alicerçada em renúncias, em doação, e empenho para que o outro seja feliz, e se sinta e seja a melhor pessoa do mundo. Não se pode medir o amor, é necessário amar sem medidas.


Cada amigo que temos são um presente que Deus nos dá. Muitas vezes eles são oportunidades de correção na nossa vida. Outras vezes são o sustento de que tanto precisamos. Muitas e muitas vezes riem conosco. Outras choram. Como diz o Pe. Roger Luis:

"os meus amigos me fazem experimentar o céu aqui na terra."

"O Céu começa aqui, o amor puro e verdadeiro revela o céu! "

Como deveríamos guardar esta verdade em nosso coração. Os nossos amigos nos revelam o céu. Não por mérito deles, mas porque Deus assim o quer. Que graça podermos experimentar um amor verdadeiro, puro, um amor que sem dúvida alguma vem de Deus!

Neste mundo tão preconceituoso, que muitas vezes condena as verdadeiras amizades, subvertendo seu valor, nos sentimos tentados a esconder o que sentimos. Não somos capazes de expressar nossa afeição, nosso carinho pelos nossos verdadeiros amigos.

Jesus não tinha este receio. Ele não teve vergonha de chorar por Lázaro, seu amigo; não escondia sua amizade e seu afeto por Marta e Maria; não se incomodou quando João, "o discípulo que ele amava", recostou a cabeça em seu peito.

Imitemos Jesus e entreguemos todos os dias nossos amigos nas mãos de Deus!

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