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terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

A hipocrisia e a força do testemunho pessoal

"Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas! Vós fechais aos homens o Reino dos céus. Vós mesmos não entrais e nem deixais que entrem os que querem entrar. "

Recentemente, tenho me perguntado até que ponto sou hipócrita. Até que ponto tenho duas caras. Até que ponto meu testemunho de vida é contraditório com a fé que proclamo.

E fui me surpreendendo ao ver que em muitas situações sou realmente hipócrita. Minhas atitudes não falam o mesmo idioma da minha consagração.

E isso é terrível, porque não faz mal somente a mim, mas prejudica aqueles que me rodeiam, e que, naturalmente, esperam de mim uma conduta verdadeiramente cristã.

A boca fala daquilo que o coração está cheio. Nossas atitudes refletem também aquilo que habita o nosso coração.

E, se tenho sido causa de queda dentro da minha própria casa, que responsabilidade a minha! Pois os meus são os primeiros que têm que perceber a minha santidade de vida, ou pelo menos o meu esforço em tentar alcançá-la.

E fui revendo como muitas vezes sou influência negativa para meu filho, que me vê tanto tempo na frente de um computador. Para ele, não há diferença alguma se estou trabalhando, estudando ou, o que na maioria das vezes faço, jogando. É apenas o seu pai, idolatrando uma máquina cheia de cores e de brilho, jogos e sons. É apenas o seu pai, que tantas vezes o deixa sozinho em frente a uma televisão e passa horas e horas sem fazer nada de útil no PC. É seu pai, que muitas vezes até demora pra pegar um copo d'água pro filho pra terminar uma partida, pra fazer isso ou aquilo, sempre pro computador.
E o que isso gera no meu filho? Uma obsessão pelo computador igual à que ele vê no seu pai. Meu filho tem acordado pra ir pra escola e, adivinha qual a primeira coisa que ele faz? Vai para o computador.
Meu filho chega da escola e qual a primeira coisa que ele faz? Corre para o computador.

Como é duro constatar e reconhecer isso... Que eu, Canção Nova, tenho sido tão mau exemplo para meu filho de quatro anos.

Isso não aconteceu há dois anos, nem há cinco anos, nem há dez anos. Acontece hoje.

E com isso chego à conclusão de que realmente sou hipócrita, de que Deus tem muito a trabalhar em mim.

Mas peço a graça ao Senhor de me consertar. De derrubar minhas máscaras, de me dar a graça da coerência com a minha vocação.
De saber educar meu filho.
De ser exemplo na minha casa.
De evangelizar com minhas ações, mais do que com minhas palavras.
De ter um testemunho pessoal forte, que atinja os meus.

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