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sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Persépolis




Ontem, 28/02, tive o privilégio de assistir ao filme Persépolis na Academia de Tênis, em Brasília. Estava ansioso para ver essa animação, baseada na graphic novel de mesmo nome, de autoria de Marjane Satrapi.

O filme conta a história da própria autora, a iraniana Marjane Satrapi, durante sua infância e adolescência, nas décadas de 70 e 80, durante a Revolução Islâmica. Através de seus olhos, nós vemos as esperanças da população serem frustradas enquanto os fundamentalistas tomam o poder, forçando as mulheres a se cobrirem e prendendo milhares de cidadãos.

Trata-se de um lindo filme. Apesar de ser um "desenho animado", não tem nada de infantil. Os temas abordados são adultos, mesmo que não haja violência graficamente explícita.

Quando a história começa, Marjane é uma menina de nove anos, criada numa família culta de classe média. Ela tem como seu maior fã Bruce Lee, e é apaixonada por música ocidental.

Sua infância e adolescência são marcadas pela Revolução Islâmica, por conta da qual perde parentes, tem que viajar para a Europa, sofre perseguições, dentre outras situações difíceis.

Mais informações sobre o filme (inclusive crítica) no site Cinema em Cena.

O filme edifica?

São passadas muitas lições por meio da história de Marjane Satrapi. Sua família sempre ensinou a ser firme nos seus ideais, sua avó lhe passa valorosos ensinamentos sobre perdão, integridade e honestidade, a própria garota aprende, com a ajuda de Deus, a vencer a depressão na qual se encontrava.

Há muitos momentos de dor e muitos momentos alegres, mas no geral, ressalta-se a importância da família na vida de Marjane, e a expectativa de que vale a pena ser bom, ser honesto, ser íntegro.

Um belo filme, que faz bem aos olhos pela qualidade da animação, mas também que faz bem ao cérebro, pois nos leva a pensar.

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