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quinta-feira, 17 de abril de 2008

A importância de termos parlamentares católicos

Lendo a notícia a seguir no site da Canção Nova, fiquei imaginando como seria bom se todos acompanhássemos quais são esses parlamentares que participam dessa missa mensal:

Presidida pelo assessor político da CNBB, padre José Ernanne Pinheiro, a missa mensal dos parlamentares na capela da Conferência dos Bispos reuniu 18 deputados e dois senadores na manhã desta quinta-feira, 17. Em cada celebração, é escolhido um parlamentar para fazer a reflexão a partir dos textos bíblicos proclamados. Desta vez, a tarefa coube ao deputado federal do Pará José Néri.

Em sua reflexão, o parlamentar destacou o serviço da caridade como distintivo do agir cristão. “Somos convidados a pensar no serviço, na caridade e na promoção do bem comum a partir de nossa experiência de vida”, disse. “Devemos compreender a tarefa que está posta para cada um de nós, especialmente no campo da política, e refletir sobre o compromisso dos cristãos para promover o serviço à vida e à esperança”, considerou.

O parlamentar fez referência às notas emitidas pelos bispos durante a Assembléia da CNBB, realizada na semana passada, destacando, especialmente, a posição da Conferência em relação aos direitos indígenas da Terra Raposa Serra do Sol. “Nossos bispos tiveram uma palavra muito forte de solidariedade aos povos indígenas, os mais legítimos habitantes desta terra”, disse ao recordar a semana dos povos indígenas.

A celebração com os parlamentares é realizada toda terceira quinta-feira de cada mês, sempre na capela da Conferência dos Bispos. É organizada pela assessoria política da CNBB e pela Comissão Brasileira Justiça e Paz (CBJP), organismo vinculado à CNBB.

Como católicos, deveríamos votar preferencialmente em candidatos católicos, para termos a certeza de que defenderão nossa fé no Planalto. No meio de tanta polêmica sobre células-tronco, legalização do aborto, casamento homossexual, política de prevenção à AIDS que estimula a distribuição de preservativos até mesmo nas escolas, dentre tantos outros temas que vão de encontro à nossa fé católica, termos políticos que pensam de acordo com a Santa Igreja seria para nós uma esperança.

Rezemos então pedindo a Deus cada vez mais verdadeiras vocações políticas no nosso povo católico.

Vocações políticas de verdade em católicos de verdade.

O relativismo no ambiente da fé - Prof. Felipe Aquino

Cito a seguir trechos do brilhante artigo escrito pelo Prof. Felipe Aquino no Canal Formação da Canção Nova:

O relativismo é uma linha de pensamento que nega que possa haver uma verdade absoluta e permanente, ficando por conta de cada um definir a “sua” verdade e aquilo que lhe parece ser o seu bem. Nessa ótica tudo é relativo ao local, à época ou a outras circunstâncias. É o engano do historicismo. Para seus adeptos, “a pessoa se torna a medida de todas as coisas”, como dizia o filósofo grego Protágoras.

Evidentemente, a Igreja rejeita o relativismo porque há verdades que são permanentes. As verdades da fé e da moral cristã são perenes porque foram dadas por Deus. Cristo afirmou solenemente: “Eu sou a Verdade” (Jo 14,6); “a verdade vos libertará” (Jo 8,32); e disse a Pilatos que veio ao mundo exatamente “para dar testemunho da verdade” (Jo 18,37). São Paulo relatou que “Deus quer que todos se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade” (1Tm 2,4) e que “ a Igreja é a coluna e o fundamento da verdade” (1Tm 3, 15).

Ora, se negarmos que existe a verdade objetiva e perene, o Cristianismo fica destruído desde a sua raiz. O Evangelho é o dicionário da Verdade.

Segundo o relativismo, no campo moral não existe “o bem a fazer e o mal a evitar”, pois o bem e o mal são relativos. Isso destrói completamente a moral católica, a qual moldou o Ocidente, e a nossa civilização.

Contudo, esse relativismo hoje está penetrando cada vez mais nas universidades, na imprensa e até na Igreja. Ele ignora a lei natural, que é a lei de Deus colocada na consciência de todo ser humano – desde que este dispõe do uso da razão.

(...)

O relativismo derruba as normas morais válidas para todos os homens; ele é ateu; vê na religião e na moral católicas um obstáculo e um adversário, pois Deus é visto como um escravizador do homem e a moral católica destinada a tornar o homem infeliz.

O relativismo atual coloca a ciência como uma deusa que vai resolver todos os problemas do homem; a qual está acima da moral e da religião. Mas se esquece de dizer que o homem nunca foi tão infeliz como hoje; nunca houve tantos suicídios, nunca se usou tanto antidepressivo e remédios para os nervos; nunca se viu tanta decadência moral (aborto, prostituição, pornografia, prática homossexual...), destruição da família e da sociedade.

O relativismo é embalado também pelo ceticismo e pelo utilitarismo, os quais só aceitam o que pode ajudar a viver num bem-estar hedonista, aqui e agora. Há uma verdadeira aversão ao sacrifício e à renúncia.
Infelizmente, esse perigoso relativismo religioso, que tudo destrói, penetrou sorrateiramente também na Igreja, especialmente nos seminários e na teologia.

É por causa desse relativismo moral que encontramos vez ou outra religiosos e sacerdotes que aceitam o divórcio, o aborto, a pílula do dia seguinte, o casamento de homossexuais, a ordenação de mulheres, a eutanásia, a inseminação artificial, a manipulação de embriões, o feminismo... e outros erros que o Magistério da Igreja condena explicita e veementemente.

Esse mesmo relativismo é a razão que move os contestadores do Papa, do Vaticano, dos Bispos e da hierarquia da Igreja, como se estes tivessem usurpado o poder sagrado e não o recebido do próprio Cristo pelo Sacramento da Ordem. Esse relativismo fez surgir na Igreja a “teologia liberal” de Rudolf Bultman, que por sua vez alimentou uma teologia “da libertação”, que é “feminista”, e agora falam já de uma “teologia gay”...

Um salto para a vida nova - Márcio Mendes

Márcio Mendes, missionário da Canção Nova, postou um excelente artigo sobre mudança de vida e sobre conversão no Canal Formação da Canção Nova.

Aquilo que ele escreveu, sem dúvida alguma sob inspiração do Espírito Santo, serve para cada um de nós. Hoje pode ser o meu dia de conversão, assim como pode ser o seu.

Aproveite esta oportunidade que Deus nos dá, meu irmão!!

Quando nos afastamos dos caminhos do Senhor perecemos

Deus quer, no dia de hoje, gravar os mandamentos d’Ele no seu coração. E não só no seu coração, mas no coração dos seus filhos, de toda a sua família e em toda a sua casa.

Quando você visita um judeu ortodoxo, as portas de sua casa estão marcadas com os mandamentos. Nós, hoje, precisamos marcar as nossas portas com o sinal da salvação.

O primeiro mandamento é: "Amarás o Senhor teu Deus com toda a tua força e com toda a tua alma". Mas para que os mandamentos do Senhor tenham efeito na nossa vida, nós precisamos ouvir a voz e a vontade de Deus. É necessário as ouvirmos, pois a Palavra de Deus é luz para nossos passos; é libertação. E quem quer ser liberto precisa ouvir a vontade de Deus. Você só será feliz se praticar a Palavra de Deus, e ao ouvi-la precisa ter a intenção de praticá-la.

Em Mateus 19, 16-22, vemos que a primeira coisa que temos de reconhecer é que Deus é bom, que Deus é amor. O Pastor que quer retirar de nós toda a tristeza e todo o lixo que o mundo foi depositando ao longo dos anos.

Se você quiser ter vida, abra a porta do seu coração. Eu vim buscar a vida verdadeira, que começa, hoje, com a sua decisão. Você que perdeu o sentido da vida, que sente uma tristeza profunda, hoje Deus abriu para você uma porta.

Os mandamentos do Senhor são caminhos de vida e liberdade. Quando nos afastamos dos caminhos d’Ele perecemos. Mas para ter essa experiência com o Senhor é necessário se prostrar, deixar cair por terra os apegos, deixar que Deus conduza a nossa vida.

Conversão é agarrar-se ao Reino de Deus, é decisão. Se você tomar essa decisão, voltará para casa com outra vida.

Até quando vamos dizer “Amanhã, amanhã...”? Por que não agora? Muitas vezes, você está pegando fôlego para pular no “fosso”. Eu tenho uma notícia maravilhosa: nós vamos pular para o outro – da vida velha para vida nova, juntos!

As amizades me levam ao eterno - Pe. Roger Luis

Um artigo recente do blog do Pe. Roger Luis, da Canção Nova, fala da importância da amizade em Deus.

Tenho neste tempo atual, feito uma linda experiência de Deus, e o mais interessante dessa experiência é que ela tem sido manifestada na presença do outro, do irmão, do amigo!

Me lembrei da linda experiência de amizade que na Bíblia é narrada no Livro de Samuel entre Davi e Jônatas, e a palavra relata que: “Assim que Davi acabou de falar com Saul, Jônatas apegou-se profundamente a Davi; amou-o como a si mesmo”. (1 Sm 18, 1). Antes mesmo de Jesus, Jônatas já experimentava o amor ao próximo de uma forma forte e com as características do que depois viria como revelação aos discípulos: “Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, assim como Eu vos amei. Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida por seus amigos”. (Jo 15, 12-13). Se continuarmos lendo o texto de Samuel desde o capítulo 18 até o 31, quando Jônatas morre, vamos nos deparar com a atitude de entrega e de amor profundo de uma amizade alicerçada em Deus, entre esses dois personagens históricos presentes na Sagrada Escritura. Jônatas se despojou até mesmo das honrarias de ser filho do Rei, dando seus direitos a Davi, e até o defende e protege do ataque do pai. O amor vence o ódio e a morte! A aliança entre Jônatas e Davi é perpétua, pois toda amizade nos leva a experimentar o céu aqui na terra, o eterno nos toca no amor revelado na amizade.

Ao saber da morte de Jônatas, Davi compõe um canto que diz num trecho: “Choro por ti, meu irmão Jônatas. Tu me eras tão querido; tua amizade me era mais cara que o amor das mulheres. Que seja Deus entre nós para sempre”. (2 Sm 1, 26). Somente quem mergulha numa amizade de forma tão profunda pode fazer tais afirmações, somente quem venceu o medo de amar, de amar sem medida não tem vergonha de deixar expresso em palavras e gestos a força desse amor. Talvez os maldosos poderiam julgar essa amizade de Davi e Jônatas com uma certa desconfiança por tanta intensidade, porém, a raposa que dialoga com o Pequeno Príncipa na obra magnifica de Saint -Exupéry nos diz: “Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos”.

A verdadeira amizade é experiência de abandono e entrega, alicerçada em renúncias, em doação, e empenho para que o outro seja feliz, e se sinta e seja a melhor pessoa do mundo. Não se pode medir o amor, é necessário amar sem medidas.


Cada amigo que temos são um presente que Deus nos dá. Muitas vezes eles são oportunidades de correção na nossa vida. Outras vezes são o sustento de que tanto precisamos. Muitas e muitas vezes riem conosco. Outras choram. Como diz o Pe. Roger Luis:

"os meus amigos me fazem experimentar o céu aqui na terra."

"O Céu começa aqui, o amor puro e verdadeiro revela o céu! "

Como deveríamos guardar esta verdade em nosso coração. Os nossos amigos nos revelam o céu. Não por mérito deles, mas porque Deus assim o quer. Que graça podermos experimentar um amor verdadeiro, puro, um amor que sem dúvida alguma vem de Deus!

Neste mundo tão preconceituoso, que muitas vezes condena as verdadeiras amizades, subvertendo seu valor, nos sentimos tentados a esconder o que sentimos. Não somos capazes de expressar nossa afeição, nosso carinho pelos nossos verdadeiros amigos.

Jesus não tinha este receio. Ele não teve vergonha de chorar por Lázaro, seu amigo; não escondia sua amizade e seu afeto por Marta e Maria; não se incomodou quando João, "o discípulo que ele amava", recostou a cabeça em seu peito.

Imitemos Jesus e entreguemos todos os dias nossos amigos nas mãos de Deus!

A Cura do mal pela raiz - Pe. Alir

Reproduzo aqui um artigo interessantíssimo do Pe. Alir sobre cura interior que está no Canal Formação do site da Canção Nova:

Um espinho cravado não desaparece simplesmente com o passar do tempo. Ele precisa ser arrancado

Há psicólogos que dizem que somos o resto da vida, basicamente, pelo que nos ocorreu nos três primeiros meses de nossa gestação.


- Lá aconteceram as primeiras e mais marcantes experiências da vida (A primeira impressão é a que fica…);
- Lá éramos bem mais frágeis. (Quanto mais frágil a planta, maior o estrago quando ela for pisada);
- Lá éramos 100% dependentes de nossos pais;
- Lá não tínhamos a quem recorrer quando sofríamos qualquer tipo de ameaça;
- Lá eram os outros que decidiam o que desejavam fazer conosco;
- Lá nossa capacidade de autodefesa era “zero”.

Quando uma árvore está murcha, feia e raquítica, qualquer um percebe que para mudar suas folhas, para que dê melhores flores e frutos é indispensável que se comece adubando e regando suas raízes.

Há um ditado popular que diz: “Cortar o mal pela raiz”. Equivale a dizer: remover as causas e origens daquele mal que se percebe externamente.

Partimos de alguns princípios:

- Toda pessoa é criada boa por Deus; sai das mãos de Deus “sem nenhum defeito de fábrica”;
- Até os cinco anos de idade sua base emocional está basicamente estruturada;
- Quando se pisa sobre algum objeto, facilmente se percebe que o estrago depende muito da fragilidade do objeto que é pisado;
- Quando pisa-se sobre uma planta, quanto mais nova e frágil ela for, tanto maior será o estrago;
- Também quanto mais próxima da concepção for a agressão, rejeição e desamor, maior poderá ser o “estrago” sobre a pessoa que está sendo gerada;
- Um espinho cravado não desaparece simplesmente com o passar do tempo. Ele precisa ser arrancado.

Dica de solução:

Procure pesquisar com seus pais, avós, tios e demais pessoas que possam informá-lo como foi seu período de gestação. Procure saber:

- Como era a relação entre seus pais?
- Eles desejavam um filho naquele momento ou simplesmente se conformaram e o aceitaram depois?
- De que sexo eles preferiam que você fosse?
- Qual foi a reação de sua mãe, pai, avós e tios ao saberem de sua existência?
- Como era a situação financeira e de habitação dos seus pais?
- Mais um filho representou uma grande alegria ou um grande peso, atrapalho e despesa a mais?
- Quais foram as principais atitudes de rejeição e desamor que você recebeu, especialmente nos três primeiros meses de gravidez?

Como se curar:

Através do perdão e do louvor você conseguirá “arrancar os espinhos cravados” e curar as feridas causadas desde o momento da concepção.

Se vocês pais foram ocasião para machucar seus filhos, quando mais agora poderão, com a graça de Deus, ser instrumentos de cura.

Pois tudo pode ser mudado pela oração!

Padre Alir
aliralir@gmail.com

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Filme: Onde os fracos não têm vez






Filme dos irmãos Coen, autores de excelentes filmes como O Grande Lebowski, Fargo, Acerto Final, Arizona Nunca Mais, Barton Fink, E aí, meu irmão, cadê você?, dentre outros, este "Onde os fracos não têm vez" vem sendo considerada por muitos a obra-prima desta dupla.

Veja a sinopse do filme segundo o site Cinema em Cena (no site você também encontra a crítica completa do filme):

Um texano comum, Llewelyn Moss encontra uma picape cercada por homens mortos com uma carga de heroína e dois milhões de dólares ainda na caçamba. Quando ele resolve pegar o dinheiro da malsucedida transação, dispara uma reação em cadeia de catastrófica violência que nem mesmo a lei, personificada no envelhecido e desiludido xerife Bell, pode conter. Enquanto Moss tenta despistar perseguidores – em especial um misterioso criminoso que joga cara ou coroa com vidas humanas –, o filme simultaneamente desnuda o drama criminal americano e amplia seus tópicos, abordando temas tão antigos quanto a Bíblia e tão contemporâneos quanto manchetes matinais.
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O filme edifica?

Os irmãos Coen são incrivelmente talentosos. Seja na forma de escrever uma história (esta é baseada em um livro de Cormac McCarthy), seja na forma de contá-la.

O filme é uma delícia para quem gosta de cinema. Você não encontra no filme aquelas cenas tão frequentes que ofendem sua inteligência.Tudo flui natural no filme. Os diálogos são fantásticos, o clima melancólico incrivelmente bem estabelecido. Os personagens têm vida. Você não sente que são atores interpretando. Há vida no filme.

A história, aparentemente simples, de um assassino perseguindo um ladrão, é pretexto para que nos sejam apresentados personagens profundos, que, à sua medida, fazem uma reflexão sobre a perda (ou mudança) dos valores morais, a banalização da violência, o egoísmo, a ganância, e muitas outras coisas.

O xerife Ed Tom Bell, pessimista, pragmático e antiquado, o veterano do Vietnã Llewelyn Moss, e sua obsessão em "vencer na vida", que para ele significa ficar rico, e, claro, aquele que se já se tornou um dos maiores vilões do cinema: o imprevisível, insensível e intrigante Anton Chigurh, que mata sem precisar de um motivo objetivo para isso.

O filme é pessimista como seu narrador, o xerife, mas nos traz uma boa reflexão sobre a violência e os valores que se perdem no mundo atual.

Mas o valor maior do filme reside mesmo é no EXCELENTE CINEMA que ele representa. É Cinema no mais alto nível.

Sem a Igreja, o mundo morre - Catholic News Agency

O Arcebispo de Madri, Cardeal Antonio Maria Rouco Varela, disse que "se faltarem padres para a Igreja, a Igreja morre, e se a Igreja não estiver presente no mundo, o mundo morre".

O Cardeal rezou pelas vocações de padres, bispos e diáconos, e convocou os jovens a responder ao convite do Senhor de segui-lo no sacerdócio e na vida religiosa, para que a Igreja continue a cumprir sua missão como Sacramento de Salvação.

Comentou ainda que muitos países, especialmente da Europa, estão muito influenciados pela busca de uma alternativa a Deus para explicar o significado da vida do homem e entender para que serve a vida.

Mas esta é a "velha tentação do século vinte, que vem durante os tempos difíceis".

Enfatizou que "não há salvação longe de Deus ou daqueles que Ele enviou".

Agora que esta tentação está tão forte que afasta tantas pessoas do caminho certo, precisamos de homens e mulheres que queiram ser instrumentos de Deus "para tornar conhecidos seus desígnios como nosso Pastor".

O artigo integral está na página da Catholic News Agency (em inglês).

Peçamos a Deus para guardarmos com atenção essas palavras inspiradas deste Cardeal:

O MUNDO NÃO VIVE SEM A IGREJA!!!!

Guardai-me e defendei-me, Virgem Maria - Monsenhor Jonas Abib



Como não poderia deixar de ser, a mensagem do dia de nosso amado fundador, Monsenhor Jonas Abib:

Maria é uma Mãe cheia de ternura.

Quando Ela terminou sua missão foi arrebatada ao céu em corpo e alma. "Meu filho, eu estou com você, eu cuido de você!"

Renovemos nossa consagração a Ela.

Oração:

"Oh, minha Senhora, oh minha Mãe, eu me ofereço todo a vós. E em prova de minha devoção para convosco, vos consagro neste dia os meus olhos, meus ouvidos, minha boca, meu coração e inteiramente todo o meu ser. E porque assim sou vosso, oh incomparável Mãe, guardai-me e defendei-me como coisa e propriedade vossa."

Amém!

Seu irmão,

Monsenhor Jonas Abib

Os frutos do Espírito Santo - D. Alberto Taveira

Aproveitando o tempo livre à noite, já que estou viajando, estou postando aqui artigos que me edificaram e que tenho certeza que edificarão a todos os cristãos que os lerem.

O artigo a seguir foi escrito por D. Alberto Taveira:

Lembrei-me de uma lista de frutos da carta de São Paulo aos Gálatas cap 5, 19: Ele fala de carne e espírito. A palavra carne é usada num sentido negativo; Pe. Jonas Abib explicou o que significa ‘mundo’, usado pela bíblia como coisa negativa, que se opõe a Deus.

E o sentido que ele usa a palavra ‘carne’ de forma negativa: ‘As obras da carne: imoralidade sexual, impureza, contenda, ciúmes, iras, intrigas, discórdias, facções, invejas, bebedeiras, orgias e outras coisas semelhantes. Eu vos previno, como aliás já o fiz: os que praticam essas coisas não herdarão o reino de Deus‘.

Pode já ter acontecido que já tenhamos produzido tais frutos: ou ficamos abatidos, chateados, dizendo ‘como sou mau’, e fico bloqueado, e não caminho. A quem eventualmente possa ter feito toda essa ladainha da carta aos Gálatas, eu digo: levante a cabeça, e comece a produzir os frutos do Espírito.

É necessário, num caminho de conversão e de frutos, a decisão; é necessário fazer uma escolha. Mesmo que neste caminho, neste ideal que eu escolhi eu caia. Mas nesta escolha eu posso levantar. Se eu sou de Deus, se minha vida é patrimônio de Deus, eu vou caminhar e continuar a minha estrada. Vou ‘recomeçar’.

Quando eu falo de escolher, decidir, buscar um rumo, um ideal, onde está o problema? Muitas vezes você decide: passa depressa do sentimento para a ação - dá um salto, perdendo totalmente o controle. Logo após eu ponho a mão na cabeça e peço perdão porque agi sem pensar.

Algo muito simples que quero passar para vocês, que nos ajuda a buscar o rumo da nossa vida. Temos no ato humano, cada forma de agir humana posso distinguir 4 partes: Sentir, pensar, querer, agir.

Se você quer viver, você não pode decidir, agir, somente pelo sentimento, esse é o desastre na vida das pessoas. Isso não é vantagem no ser homem ou mulher. Não é vantagem em falar que é franco, que tudo vem em sua cabeça, é como um animal - cutucou, deu coice! Aí está o desastre do nosso mundo!

Dom Alberto Taveira Corrêa -Arcebispo Palmas – TO

Certamente precisamos nos levantar cada vez mais confiantes na Misericórdia Infinita de Deus.

Mas como somos tentados a ficar no chão, quando, pela queda, nos sentimos humilhados, incapazes e fracos!

Essas palavras de Dom Alberto Taveira, que na verdade foram ditas sob inspiração do Espírito Santo, dão força e alegria ao meu coração de pecador.

D. Estevão Bettencourt - Terminei a Carreira, Guardei a Fé


O Prof. Felipe Aquino tem colocado em seu blog alguns textos de D. Estevão Bettencourt.

Reproduzo a seguir um que fala de um convite a todos nós, católicos: guardar a fé!


Revista: “PERGUNTE E RESPONDEREMOS”D. Estevão Bettencourt, osb.Nº 265 – Ano 1982 – Pág. 421.

O ano vai chegando ao fim e nos incita a um retrospecto… Ao fazer tal revisão em seu contexto próprio, o Apóstolo escrevia: “Terminei a minha carreira, guardei a fé” (2Tm 4,7).

Guardei a fé… Estas palavras têm sentido enfático. Significam, de certo modo, uma vitória. Com efeito, a fé é a adesão a Deus que se revela ao homem por palavras e feitos. A palavra de Deus é vida segundo o Apóstolo; é portadora de saúde espiritual… Quem percorre as epístolas pastorais (1/2Tm, Tt), não pode deixar de ficar impressionado pela freqüência com que ocorrem a expressão hygiainousa didaskalía (doutrina sadia) e semelhantes (cf. 1Tm 1,10; 6,3; 2Tm 1,13; 4,3; Tt 1,9.13…)


São Paulo usa a locução palavra da salvação (At 13, 26); São João, palavra da vida (1Jo 1,1). – No tempo do Apóstolo, como em outras épocas, serpeavam heresias, hairéseis, isto é, doutrinas seletas que mutilavam e deterioravam o patrimônio da fé; ora o Apóstolo não hesita em chamá-las gangraina, gangrena (2Tm 2, 17); esta é algo de pútrido que se alastra e vai extinguindo a vida; o mesmo autor sagrado compara as heresias à doença, nosos (1Tm 6,4), à cauterização da consciência mediante o ferro em brasa, que se opõe à saúde e à vida (cf. 1Tm 4,2).


É a consciência do valor capital das verdades da fé que leva os cristãos a respeitá-las ciosamente. Elas vêm de Deus; podem ser ilustradas pela razão humana, embora esta não as abarque plenamente; jamais podem ser tratadas como verdades filosóficas, cujas únicas credenciais são a evidência maior ou menor com que se imponham à razão; posso retocar a meu modo o sistema de qualquer filósofo, pois estou igualmente credenciado pela razão para propor-lhe meus retoques. O mesmo porém, não ocorre com as verdades reveladas por Deus; compete ao cristão aprofundá-las, sim, todavia guardando absoluta fidelidade ao significado original. O cristão sabe outrossim que qualquer desvio infligido a tais proposições não tem conseqüências apenas no plano acadêmico, mas repercute no da vida do povo de Deus, que poder ser assim afetada por doença e gangrena!


“Guardei a fé…” Isto quer dizer também: soube corajosamente colocar minha razão a serviço da palavra que às vezes é cruz, escândalo e loucura, mas que, em última instância, vem a ser fator de vida e plenitude.

“Guardei a fé…” neste fim de ano, possa a Igreja dizê-lo em cada um dos seus fiéis!

E.B.