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quinta-feira, 17 de abril de 2008

A importância de termos parlamentares católicos

Lendo a notícia a seguir no site da Canção Nova, fiquei imaginando como seria bom se todos acompanhássemos quais são esses parlamentares que participam dessa missa mensal:

Presidida pelo assessor político da CNBB, padre José Ernanne Pinheiro, a missa mensal dos parlamentares na capela da Conferência dos Bispos reuniu 18 deputados e dois senadores na manhã desta quinta-feira, 17. Em cada celebração, é escolhido um parlamentar para fazer a reflexão a partir dos textos bíblicos proclamados. Desta vez, a tarefa coube ao deputado federal do Pará José Néri.

Em sua reflexão, o parlamentar destacou o serviço da caridade como distintivo do agir cristão. “Somos convidados a pensar no serviço, na caridade e na promoção do bem comum a partir de nossa experiência de vida”, disse. “Devemos compreender a tarefa que está posta para cada um de nós, especialmente no campo da política, e refletir sobre o compromisso dos cristãos para promover o serviço à vida e à esperança”, considerou.

O parlamentar fez referência às notas emitidas pelos bispos durante a Assembléia da CNBB, realizada na semana passada, destacando, especialmente, a posição da Conferência em relação aos direitos indígenas da Terra Raposa Serra do Sol. “Nossos bispos tiveram uma palavra muito forte de solidariedade aos povos indígenas, os mais legítimos habitantes desta terra”, disse ao recordar a semana dos povos indígenas.

A celebração com os parlamentares é realizada toda terceira quinta-feira de cada mês, sempre na capela da Conferência dos Bispos. É organizada pela assessoria política da CNBB e pela Comissão Brasileira Justiça e Paz (CBJP), organismo vinculado à CNBB.

Como católicos, deveríamos votar preferencialmente em candidatos católicos, para termos a certeza de que defenderão nossa fé no Planalto. No meio de tanta polêmica sobre células-tronco, legalização do aborto, casamento homossexual, política de prevenção à AIDS que estimula a distribuição de preservativos até mesmo nas escolas, dentre tantos outros temas que vão de encontro à nossa fé católica, termos políticos que pensam de acordo com a Santa Igreja seria para nós uma esperança.

Rezemos então pedindo a Deus cada vez mais verdadeiras vocações políticas no nosso povo católico.

Vocações políticas de verdade em católicos de verdade.

O relativismo no ambiente da fé - Prof. Felipe Aquino

Cito a seguir trechos do brilhante artigo escrito pelo Prof. Felipe Aquino no Canal Formação da Canção Nova:

O relativismo é uma linha de pensamento que nega que possa haver uma verdade absoluta e permanente, ficando por conta de cada um definir a “sua” verdade e aquilo que lhe parece ser o seu bem. Nessa ótica tudo é relativo ao local, à época ou a outras circunstâncias. É o engano do historicismo. Para seus adeptos, “a pessoa se torna a medida de todas as coisas”, como dizia o filósofo grego Protágoras.

Evidentemente, a Igreja rejeita o relativismo porque há verdades que são permanentes. As verdades da fé e da moral cristã são perenes porque foram dadas por Deus. Cristo afirmou solenemente: “Eu sou a Verdade” (Jo 14,6); “a verdade vos libertará” (Jo 8,32); e disse a Pilatos que veio ao mundo exatamente “para dar testemunho da verdade” (Jo 18,37). São Paulo relatou que “Deus quer que todos se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade” (1Tm 2,4) e que “ a Igreja é a coluna e o fundamento da verdade” (1Tm 3, 15).

Ora, se negarmos que existe a verdade objetiva e perene, o Cristianismo fica destruído desde a sua raiz. O Evangelho é o dicionário da Verdade.

Segundo o relativismo, no campo moral não existe “o bem a fazer e o mal a evitar, pois o bem e o mal são relativos. Isso destrói completamente a moral católica, a qual moldou o Ocidente, e a nossa civilização.

Contudo, esse relativismo hoje está penetrando cada vez mais nas universidades, na imprensa e até na Igreja. Ele ignora a lei natural, que é a lei de Deus colocada na consciência de todo ser humano – desde que este dispõe do uso da razão.

(...)

O relativismo derruba as normas morais válidas para todos os homens; ele é ateu; vê na religião e na moral católicas um obstáculo e um adversário, pois Deus é visto como um escravizador do homem e a moral católica destinada a tornar o homem infeliz.

O relativismo atual coloca a ciência como uma deusa que vai resolver todos os problemas do homem; a qual está acima da moral e da religião. Mas se esquece de dizer que o homem nunca foi tão infeliz como hoje; nunca houve tantos suicídios, nunca se usou tanto antidepressivo e remédios para os nervos; nunca se viu tanta decadência moral (aborto, prostituição, pornografia, prática homossexual...), destruição da família e da sociedade.

O relativismo é embalado também pelo ceticismo e pelo utilitarismo, os quais só aceitam o que pode ajudar a viver num bem-estar hedonista, aqui e agora. Há uma verdadeira aversão ao sacrifício e à renúncia.
Infelizmente, esse perigoso relativismo religioso, que tudo destrói, penetrou sorrateiramente também na Igreja, especialmente nos seminários e na teologia.

É por causa desse relativismo moral que encontramos vez ou outra religiosos e sacerdotes que aceitam o divórcio, o aborto, a pílula do dia seguinte, o casamento de homossexuais, a ordenação de mulheres, a eutanásia, a inseminação artificial, a manipulação de embriões, o feminismo... e outros erros que o Magistério da Igreja condena explicita e veementemente.

Esse mesmo relativismo é a razão que move os contestadores do Papa, do Vaticano, dos Bispos e da hierarquia da Igreja, como se estes tivessem usurpado o poder sagrado e não o recebido do próprio Cristo pelo Sacramento da Ordem. Esse relativismo fez surgir na Igreja a “teologia liberal” de Rudolf Bultman, que por sua vez alimentou uma teologia “da libertação”, que é “feminista”, e agora falam já de uma “teologia gay”...

Um salto para a vida nova - Márcio Mendes

Márcio Mendes, missionário da Canção Nova, postou um excelente artigo sobre mudança de vida e sobre conversão no Canal Formação da Canção Nova.

Aquilo que ele escreveu, sem dúvida alguma sob inspiração do Espírito Santo, serve para cada um de nós. Hoje pode ser o meu dia de conversão, assim como pode ser o seu.

Aproveite esta oportunidade que Deus nos dá, meu irmão!!

Quando nos afastamos dos caminhos do Senhor perecemos

Deus quer, no dia de hoje, gravar os mandamentos d’Ele no seu coração. E não só no seu coração, mas no coração dos seus filhos, de toda a sua família e em toda a sua casa.

Quando você visita um judeu ortodoxo, as portas de sua casa estão marcadas com os mandamentos. Nós, hoje, precisamos marcar as nossas portas com o sinal da salvação.

O primeiro mandamento é: "Amarás o Senhor teu Deus com toda a tua força e com toda a tua alma". Mas para que os mandamentos do Senhor tenham efeito na nossa vida, nós precisamos ouvir a voz e a vontade de Deus. É necessário as ouvirmos, pois a Palavra de Deus é luz para nossos passos; é libertação. E quem quer ser liberto precisa ouvir a vontade de Deus. Você só será feliz se praticar a Palavra de Deus, e ao ouvi-la precisa ter a intenção de praticá-la.

Em Mateus 19, 16-22, vemos que a primeira coisa que temos de reconhecer é que Deus é bom, que Deus é amor. O Pastor que quer retirar de nós toda a tristeza e todo o lixo que o mundo foi depositando ao longo dos anos.

Se você quiser ter vida, abra a porta do seu coração. Eu vim buscar a vida verdadeira, que começa, hoje, com a sua decisão. Você que perdeu o sentido da vida, que sente uma tristeza profunda, hoje Deus abriu para você uma porta.

Os mandamentos do Senhor são caminhos de vida e liberdade. Quando nos afastamos dos caminhos d’Ele perecemos. Mas para ter essa experiência com o Senhor é necessário se prostrar, deixar cair por terra os apegos, deixar que Deus conduza a nossa vida.

Conversão é agarrar-se ao Reino de Deus, é decisão. Se você tomar essa decisão, voltará para casa com outra vida.

Até quando vamos dizer “Amanhã, amanhã...”? Por que não agora? Muitas vezes, você está pegando fôlego para pular no “fosso”. Eu tenho uma notícia maravilhosa: nós vamos pular para o outro – da vida velha para vida nova, juntos!

As amizades me levam ao eterno - Pe. Roger Luis

Um artigo recente do blog do Pe. Roger Luis, da Canção Nova, fala da importância da amizade em Deus.

Tenho neste tempo atual, feito uma linda experiência de Deus, e o mais interessante dessa experiência é que ela tem sido manifestada na presença do outro, do irmão, do amigo!

Me lembrei da linda experiência de amizade que na Bíblia é narrada no Livro de Samuel entre Davi e Jônatas, e a palavra relata que: “Assim que Davi acabou de falar com Saul, Jônatas apegou-se profundamente a Davi; amou-o como a si mesmo”. (1 Sm 18, 1). Antes mesmo de Jesus, Jônatas já experimentava o amor ao próximo de uma forma forte e com as características do que depois viria como revelação aos discípulos: “Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, assim como Eu vos amei. Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida por seus amigos”. (Jo 15, 12-13). Se continuarmos lendo o texto de Samuel desde o capítulo 18 até o 31, quando Jônatas morre, vamos nos deparar com a atitude de entrega e de amor profundo de uma amizade alicerçada em Deus, entre esses dois personagens históricos presentes na Sagrada Escritura. Jônatas se despojou até mesmo das honrarias de ser filho do Rei, dando seus direitos a Davi, e até o defende e protege do ataque do pai. O amor vence o ódio e a morte! A aliança entre Jônatas e Davi é perpétua, pois toda amizade nos leva a experimentar o céu aqui na terra, o eterno nos toca no amor revelado na amizade.

Ao saber da morte de Jônatas, Davi compõe um canto que diz num trecho: “Choro por ti, meu irmão Jônatas. Tu me eras tão querido; tua amizade me era mais cara que o amor das mulheres. Que seja Deus entre nós para sempre”. (2 Sm 1, 26). Somente quem mergulha numa amizade de forma tão profunda pode fazer tais afirmações, somente quem venceu o medo de amar, de amar sem medida não tem vergonha de deixar expresso em palavras e gestos a força desse amor. Talvez os maldosos poderiam julgar essa amizade de Davi e Jônatas com uma certa desconfiança por tanta intensidade, porém, a raposa que dialoga com o Pequeno Príncipa na obra magnifica de Saint -Exupéry nos diz: “Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos”.

A verdadeira amizade é experiência de abandono e entrega, alicerçada em renúncias, em doação, e empenho para que o outro seja feliz, e se sinta e seja a melhor pessoa do mundo. Não se pode medir o amor, é necessário amar sem medidas.


Cada amigo que temos são um presente que Deus nos dá. Muitas vezes eles são oportunidades de correção na nossa vida. Outras vezes são o sustento de que tanto precisamos. Muitas e muitas vezes riem conosco. Outras choram. Como diz o Pe. Roger Luis:

"os meus amigos me fazem experimentar o céu aqui na terra."

"O Céu começa aqui, o amor puro e verdadeiro revela o céu! "

Como deveríamos guardar esta verdade em nosso coração. Os nossos amigos nos revelam o céu. Não por mérito deles, mas porque Deus assim o quer. Que graça podermos experimentar um amor verdadeiro, puro, um amor que sem dúvida alguma vem de Deus!

Neste mundo tão preconceituoso, que muitas vezes condena as verdadeiras amizades, subvertendo seu valor, nos sentimos tentados a esconder o que sentimos. Não somos capazes de expressar nossa afeição, nosso carinho pelos nossos verdadeiros amigos.

Jesus não tinha este receio. Ele não teve vergonha de chorar por Lázaro, seu amigo; não escondia sua amizade e seu afeto por Marta e Maria; não se incomodou quando João, "o discípulo que ele amava", recostou a cabeça em seu peito.

Imitemos Jesus e entreguemos todos os dias nossos amigos nas mãos de Deus!

A Cura do mal pela raiz - Pe. Alir

Reproduzo aqui um artigo interessantíssimo do Pe. Alir sobre cura interior que está no Canal Formação do site da Canção Nova:

Um espinho cravado não desaparece simplesmente com o passar do tempo. Ele precisa ser arrancado

Há psicólogos que dizem que somos o resto da vida, basicamente, pelo que nos ocorreu nos três primeiros meses de nossa gestação.


- Lá aconteceram as primeiras e mais marcantes experiências da vida (A primeira impressão é a que fica…);
- Lá éramos bem mais frágeis. (Quanto mais frágil a planta, maior o estrago quando ela for pisada);
- Lá éramos 100% dependentes de nossos pais;
- Lá não tínhamos a quem recorrer quando sofríamos qualquer tipo de ameaça;
- Lá eram os outros que decidiam o que desejavam fazer conosco;
- Lá nossa capacidade de autodefesa era “zero”.

Quando uma árvore está murcha, feia e raquítica, qualquer um percebe que para mudar suas folhas, para que dê melhores flores e frutos é indispensável que se comece adubando e regando suas raízes.

Há um ditado popular que diz: “Cortar o mal pela raiz”. Equivale a dizer: remover as causas e origens daquele mal que se percebe externamente.

Partimos de alguns princípios:

- Toda pessoa é criada boa por Deus; sai das mãos de Deus “sem nenhum defeito de fábrica”;
- Até os cinco anos de idade sua base emocional está basicamente estruturada;
- Quando se pisa sobre algum objeto, facilmente se percebe que o estrago depende muito da fragilidade do objeto que é pisado;
- Quando pisa-se sobre uma planta, quanto mais nova e frágil ela for, tanto maior será o estrago;
- Também quanto mais próxima da concepção for a agressão, rejeição e desamor, maior poderá ser o “estrago” sobre a pessoa que está sendo gerada;
- Um espinho cravado não desaparece simplesmente com o passar do tempo. Ele precisa ser arrancado.

Dica de solução:

Procure pesquisar com seus pais, avós, tios e demais pessoas que possam informá-lo como foi seu período de gestação. Procure saber:

- Como era a relação entre seus pais?
- Eles desejavam um filho naquele momento ou simplesmente se conformaram e o aceitaram depois?
- De que sexo eles preferiam que você fosse?
- Qual foi a reação de sua mãe, pai, avós e tios ao saberem de sua existência?
- Como era a situação financeira e de habitação dos seus pais?
- Mais um filho representou uma grande alegria ou um grande peso, atrapalho e despesa a mais?
- Quais foram as principais atitudes de rejeição e desamor que você recebeu, especialmente nos três primeiros meses de gravidez?

Como se curar:

Através do perdão e do louvor você conseguirá “arrancar os espinhos cravados” e curar as feridas causadas desde o momento da concepção.

Se vocês pais foram ocasião para machucar seus filhos, quando mais agora poderão, com a graça de Deus, ser instrumentos de cura.

Pois tudo pode ser mudado pela oração!

Padre Alir
aliralir@gmail.com

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Filme: Onde os fracos não têm vez






Filme dos irmãos Coen, autores de excelentes filmes como O Grande Lebowski, Fargo, Acerto Final, Arizona Nunca Mais, Barton Fink, E aí, meu irmão, cadê você?, dentre outros, este "Onde os fracos não têm vez" vem sendo considerada por muitos a obra-prima desta dupla.

Veja a sinopse do filme segundo o site Cinema em Cena (no site você também encontra a crítica completa do filme):

Um texano comum, Llewelyn Moss encontra uma picape cercada por homens mortos com uma carga de heroína e dois milhões de dólares ainda na caçamba. Quando ele resolve pegar o dinheiro da malsucedida transação, dispara uma reação em cadeia de catastrófica violência que nem mesmo a lei, personificada no envelhecido e desiludido xerife Bell, pode conter. Enquanto Moss tenta despistar perseguidores – em especial um misterioso criminoso que joga cara ou coroa com vidas humanas –, o filme simultaneamente desnuda o drama criminal americano e amplia seus tópicos, abordando temas tão antigos quanto a Bíblia e tão contemporâneos quanto manchetes matinais.
.
O filme edifica?

Os irmãos Coen são incrivelmente talentosos. Seja na forma de escrever uma história (esta é baseada em um livro de Cormac McCarthy), seja na forma de contá-la.

O filme é uma delícia para quem gosta de cinema. Você não encontra no filme aquelas cenas tão frequentes que ofendem sua inteligência.Tudo flui natural no filme. Os diálogos são fantásticos, o clima melancólico incrivelmente bem estabelecido. Os personagens têm vida. Você não sente que são atores interpretando. Há vida no filme.

A história, aparentemente simples, de um assassino perseguindo um ladrão, é pretexto para que nos sejam apresentados personagens profundos, que, à sua medida, fazem uma reflexão sobre a perda (ou mudança) dos valores morais, a banalização da violência, o egoísmo, a ganância, e muitas outras coisas.

O xerife Ed Tom Bell, pessimista, pragmático e antiquado, o veterano do Vietnã Llewelyn Moss, e sua obsessão em "vencer na vida", que para ele significa ficar rico, e, claro, aquele que se já se tornou um dos maiores vilões do cinema: o imprevisível, insensível e intrigante Anton Chigurh, que mata sem precisar de um motivo objetivo para isso.

O filme é pessimista como seu narrador, o xerife, mas nos traz uma boa reflexão sobre a violência e os valores que se perdem no mundo atual.

Mas o valor maior do filme reside mesmo é no EXCELENTE CINEMA que ele representa. É Cinema no mais alto nível.

Sem a Igreja, o mundo morre - Catholic News Agency

O Arcebispo de Madri, Cardeal Antonio Maria Rouco Varela, disse que "se faltarem padres para a Igreja, a Igreja morre, e se a Igreja não estiver presente no mundo, o mundo morre".

O Cardeal rezou pelas vocações de padres, bispos e diáconos, e convocou os jovens a responder ao convite do Senhor de segui-lo no sacerdócio e na vida religiosa, para que a Igreja continue a cumprir sua missão como Sacramento de Salvação.

Comentou ainda que muitos países, especialmente da Europa, estão muito influenciados pela busca de uma alternativa a Deus para explicar o significado da vida do homem e entender para que serve a vida.

Mas esta é a "velha tentação do século vinte, que vem durante os tempos difíceis".

Enfatizou que "não há salvação longe de Deus ou daqueles que Ele enviou".

Agora que esta tentação está tão forte que afasta tantas pessoas do caminho certo, precisamos de homens e mulheres que queiram ser instrumentos de Deus "para tornar conhecidos seus desígnios como nosso Pastor".

O artigo integral está na página da Catholic News Agency (em inglês).

Peçamos a Deus para guardarmos com atenção essas palavras inspiradas deste Cardeal:

O MUNDO NÃO VIVE SEM A IGREJA!!!!

Guardai-me e defendei-me, Virgem Maria - Monsenhor Jonas Abib



Como não poderia deixar de ser, a mensagem do dia de nosso amado fundador, Monsenhor Jonas Abib:

Maria é uma Mãe cheia de ternura.

Quando Ela terminou sua missão foi arrebatada ao céu em corpo e alma. "Meu filho, eu estou com você, eu cuido de você!"

Renovemos nossa consagração a Ela.

Oração:

"Oh, minha Senhora, oh minha Mãe, eu me ofereço todo a vós. E em prova de minha devoção para convosco, vos consagro neste dia os meus olhos, meus ouvidos, minha boca, meu coração e inteiramente todo o meu ser. E porque assim sou vosso, oh incomparável Mãe, guardai-me e defendei-me como coisa e propriedade vossa."

Amém!

Seu irmão,

Monsenhor Jonas Abib

Os frutos do Espírito Santo - D. Alberto Taveira

Aproveitando o tempo livre à noite, já que estou viajando, estou postando aqui artigos que me edificaram e que tenho certeza que edificarão a todos os cristãos que os lerem.

O artigo a seguir foi escrito por D. Alberto Taveira:

Lembrei-me de uma lista de frutos da carta de São Paulo aos Gálatas cap 5, 19: Ele fala de carne e espírito. A palavra carne é usada num sentido negativo; Pe. Jonas Abib explicou o que significa ‘mundo’, usado pela bíblia como coisa negativa, que se opõe a Deus.

E o sentido que ele usa a palavra ‘carne’ de forma negativa: ‘As obras da carne: imoralidade sexual, impureza, contenda, ciúmes, iras, intrigas, discórdias, facções, invejas, bebedeiras, orgias e outras coisas semelhantes. Eu vos previno, como aliás já o fiz: os que praticam essas coisas não herdarão o reino de Deus‘.

Pode já ter acontecido que já tenhamos produzido tais frutos: ou ficamos abatidos, chateados, dizendo ‘como sou mau’, e fico bloqueado, e não caminho. A quem eventualmente possa ter feito toda essa ladainha da carta aos Gálatas, eu digo: levante a cabeça, e comece a produzir os frutos do Espírito.

É necessário, num caminho de conversão e de frutos, a decisão; é necessário fazer uma escolha. Mesmo que neste caminho, neste ideal que eu escolhi eu caia. Mas nesta escolha eu posso levantar. Se eu sou de Deus, se minha vida é patrimônio de Deus, eu vou caminhar e continuar a minha estrada. Vou ‘recomeçar’.

Quando eu falo de escolher, decidir, buscar um rumo, um ideal, onde está o problema? Muitas vezes você decide: passa depressa do sentimento para a ação - dá um salto, perdendo totalmente o controle. Logo após eu ponho a mão na cabeça e peço perdão porque agi sem pensar.

Algo muito simples que quero passar para vocês, que nos ajuda a buscar o rumo da nossa vida. Temos no ato humano, cada forma de agir humana posso distinguir 4 partes: Sentir, pensar, querer, agir.

Se você quer viver, você não pode decidir, agir, somente pelo sentimento, esse é o desastre na vida das pessoas. Isso não é vantagem no ser homem ou mulher. Não é vantagem em falar que é franco, que tudo vem em sua cabeça, é como um animal - cutucou, deu coice! Aí está o desastre do nosso mundo!

Dom Alberto Taveira Corrêa -Arcebispo Palmas – TO

Certamente precisamos nos levantar cada vez mais confiantes na Misericórdia Infinita de Deus.

Mas como somos tentados a ficar no chão, quando, pela queda, nos sentimos humilhados, incapazes e fracos!

Essas palavras de Dom Alberto Taveira, que na verdade foram ditas sob inspiração do Espírito Santo, dão força e alegria ao meu coração de pecador.

D. Estevão Bettencourt - Terminei a Carreira, Guardei a Fé


O Prof. Felipe Aquino tem colocado em seu blog alguns textos de D. Estevão Bettencourt.

Reproduzo a seguir um que fala de um convite a todos nós, católicos: guardar a fé!


Revista: “PERGUNTE E RESPONDEREMOS”D. Estevão Bettencourt, osb.Nº 265 – Ano 1982 – Pág. 421.

O ano vai chegando ao fim e nos incita a um retrospecto… Ao fazer tal revisão em seu contexto próprio, o Apóstolo escrevia: “Terminei a minha carreira, guardei a fé” (2Tm 4,7).

Guardei a fé… Estas palavras têm sentido enfático. Significam, de certo modo, uma vitória. Com efeito, a fé é a adesão a Deus que se revela ao homem por palavras e feitos. A palavra de Deus é vida segundo o Apóstolo; é portadora de saúde espiritual… Quem percorre as epístolas pastorais (1/2Tm, Tt), não pode deixar de ficar impressionado pela freqüência com que ocorrem a expressão hygiainousa didaskalía (doutrina sadia) e semelhantes (cf. 1Tm 1,10; 6,3; 2Tm 1,13; 4,3; Tt 1,9.13…)


São Paulo usa a locução palavra da salvação (At 13, 26); São João, palavra da vida (1Jo 1,1). – No tempo do Apóstolo, como em outras épocas, serpeavam heresias, hairéseis, isto é, doutrinas seletas que mutilavam e deterioravam o patrimônio da fé; ora o Apóstolo não hesita em chamá-las gangraina, gangrena (2Tm 2, 17); esta é algo de pútrido que se alastra e vai extinguindo a vida; o mesmo autor sagrado compara as heresias à doença, nosos (1Tm 6,4), à cauterização da consciência mediante o ferro em brasa, que se opõe à saúde e à vida (cf. 1Tm 4,2).


É a consciência do valor capital das verdades da fé que leva os cristãos a respeitá-las ciosamente. Elas vêm de Deus; podem ser ilustradas pela razão humana, embora esta não as abarque plenamente; jamais podem ser tratadas como verdades filosóficas, cujas únicas credenciais são a evidência maior ou menor com que se imponham à razão; posso retocar a meu modo o sistema de qualquer filósofo, pois estou igualmente credenciado pela razão para propor-lhe meus retoques. O mesmo porém, não ocorre com as verdades reveladas por Deus; compete ao cristão aprofundá-las, sim, todavia guardando absoluta fidelidade ao significado original. O cristão sabe outrossim que qualquer desvio infligido a tais proposições não tem conseqüências apenas no plano acadêmico, mas repercute no da vida do povo de Deus, que poder ser assim afetada por doença e gangrena!


“Guardei a fé…” Isto quer dizer também: soube corajosamente colocar minha razão a serviço da palavra que às vezes é cruz, escândalo e loucura, mas que, em última instância, vem a ser fator de vida e plenitude.

“Guardei a fé…” neste fim de ano, possa a Igreja dizê-lo em cada um dos seus fiéis!

E.B.

Olho Vivo no Dinheiro Público

Estou em Nossa Senhora da Glória, cidade que é considerada o "Portal do Sertão" sergipano.

Vim aqui a trabalho, para iniciar a organização do 4º Evento "Olho Vivo no Dinheiro Público", que faz parte das ações de Prevenção à Corrupção da Controladoria-Geral da União, órgão de Controle Interno do Poder Executivo Federal.

A Controladoria-Geral da União (CGU) desenvolve o Programa Olho Vivo no Dinheiro Público para incentivar o controle social. O objetivo é fazer com que o cidadão, no município, atue para a melhor aplicação dos recursos públicos.

Com a iniciativa, a CGU busca sensibilizar e orientar conselheiros municipais, lideranças locais, agentes públicos municipais, professores e alunos sobre a importância da transparência na administração pública, da responsabilização e do cumprimento dos dispositivos legais.

Nós, católicos, devemos, como disse em post anterior, estar atentos a todas as situações que envolvem corrupção e desvio de dinheiro público. Não podemos ser cúmplices, ficando passivos, parados, sem tomar uma atitude.

Devemos promover a paz, o bem e a JUSTIÇA.

Para aqueles que não sabem ainda o que é Controle Social, segue trecho retirado do site do programa Salto para o Futuro, da TVE:

O que é Controle Social?

Por Controle Social entende-se a participação da sociedade no acompanhamento e verificação das ações da gestão pública na execução das políticas públicas, avaliando objetivos, processos e resultados. Pesquisas e estudos realizados no Brasil vêm apontando para a crescente densidade organizacional da sociedade civil como resultado do descompasso entre o Estado e a sociedade, e da implementação de políticas públicas que têm como objetivo a descentralização do poder de decisão e de recursos na prestação de serviços sociais, principalmente para os setores da educação e da saúde.

Com a promulgação da Constituição Federal de 1988, adotou-se no Brasil uma perspectiva de democracia representativa e participativa, incorporando a participação da comunidade na gestão das políticas públicas (art. 194, VII; art. 198, III; art. 204, II; art. 206, VI, art. 227, parágrafo 7).

Diversos mecanismos de participação da comunidade na gestão das políticas públicas vêm sendo implementados no Brasil. Orçamento participativo, plebiscito e iniciativa popular legislativa são alguns dos mecanismos encontrados para efetiva prática desse espírito constitucional. No entanto, a participação da sociedade nas funções de planejamento, monitoramento, acompanhamento e avaliação de resultados das políticas públicas requer a constituição de um órgão colegiado deliberativo, representativo da sociedade, de caráter permanente.

Os Conselhos começam, então, a partir da Constituição Federal de 1988, a se configurarem, em espaços públicos de articulação entre governo e sociedade. A década de 90 presenciou uma verdadeira explosão de criação de conselhos em todo o Brasil, que culminou com a obrigatoriedade da implementação dos Conselhos de Saúde, Conselhos Tutelares e de Direitos da Criança e do Adolescente, os Conselhos de Acompanhamento e Controle Social do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (FUNDEF), e os Conselhos Escolares. Igualmente importantes, mas não regulamentados por lei federal, são o Conselho de Educação, nos estados e municípios, e os Conselhos Escolares, que podem exercer o papel de formuladores de políticas públicas, juntamente com o executivo.

Os Conselhos sendo instituídos no Brasil apresentam características bem diferenciadas, no que tange à natureza, papel, funções, atribuições, composição, estrutura e regimento. No entanto, vale ressaltar que a constituição e efetiva atuação dos conselhos possibilita a participação da sociedade no interior do próprio estado.

terça-feira, 15 de abril de 2008

Canção Nova rumo à TV Digital

Veja o vídeo da Campanha:



A Canção Nova está em campanha para conseguirmos nos adaptar à realidade da TV Digital, Nosso objetivo é aumentar o número de sócios pelo Débito Automático.

Reproduzo abaixo o artigo do blog do nosso co-fundador, Eto, Administrador da Canção Nova, que explica melhor essa campanha:

No dia 1º de março deste ano assumi uma responsabilidade na Fé em Cristo Jesus, e a inspiração que Ele me deu para realizá-la foi o crescimento dos nossos sócios pelo Débito Automático. A missão que temos de Evangelizar pelos meios de Comunicação nos coloca hoje, frente a frente, com um novo desafio: a TV Digital.

Essa nova tecnologia já é realidade em algumas capitais do nosso Brasil e a TV Canção Nova tem o compromisso assumido, desde o início deste mês, de estar completamente no sistema Digital até o ano de 2013, pois senão estaremos fora do ar.

A Canção Nova vive da Providência Divina que é concretizada por meio da sua doação todos os meses; o seu gesto de Amor nos permite enfrentar e vencer os desafios com dignidade e alegria. Assim sendo, faço uma proposta desafiadora:

- Você ainda não é sócio?
De um passo na fé, torne-se sócio pelo Débito Automático!

- Você já é sócio por uma outra forma?
Que tal aderir a essa campanha tornando-se um sócio pelo Débito Automático!
-
Você já é sócio pelo Débito Automático?
Assuma conosco essa missão de fazer, pelo menos, um novo membro da Família Canção Nova pela opção Débito Automático.

Cada novo sócio receberá um adesivo Ser Canção Nova é Bom Demais. Além disso fará parte da oração solidária.

Basta apenas preencher a ficha cadastral abaixo, assiná-la e enviar para o endereço:Caixa postal 34, CEP: 12630-000, Cachoeira Paulista -SP.

Clique abaixo e faça o seu cadastro!
fichacadastralda.pdf

Este adesivo é a identificação de que estamos juntos nessa corrente de ação e oração.

Conto com você para seguirmos adiante com a nossa Missão!

Obrigado desde já.

Seu irmão que os ama.

Eto

Vamos abraçar essa campanha, pessoal!!!

Rumo à TV Digital para, cada vez mais, evangelizarmos melhor!!!

O que você tem a ver com a corrupção?

Vídeo da campanha:



A Associação Nacional dos Membros do Ministério Público lançou a campanha "O que você tem a ver com a Corrupção?", projeto que tem por objetivo ajudar na prevenção a ocorrência de novos atos de corrupção e a conseqüente diminuição dos processos extrajudiciais e judiciais, por meio da educação das gerações futuras, estímulo a denúncias populares e a efetiva punição de corruptos e corruptores.

O projeto visa a atacar dois pontos fundamentais:

1º- acabar com a impunidade, ou seja, buscar a efetiva punição dos corruptos e dos corruptores, por meio de um canal real para o oferecimento de denúncias, e, o principal;

2º- educar e estimular as novas gerações, mediante a construção, em longo prazo, de um Brasil mais justo e sério, destacando-se o papel fundamental de nossas próprias condutas diárias a partir do seguinte principio, é preciso dar o exemplo. O primeiro passo para consecução do projeto está envolvendo a promoção, junto ao Ministério Público Brasileiro, de uma valoração especial das atribuições constitucionais da Instituição, estimulando o desempenho de atividades extrajudiciais. Evidente, como nada se constrói sozinho, é preciso envolver outras instituições, empresas e pessoas a se engajarem num projeto de longo prazo que enrede a sociedade em uma campanha de estímulo à ética e a honestidade dos cidadãos.

Nós, católicos, pela mensagem que recebemos de Cristo, devemos dar exemplo para o mundo de honestidade. Mas não só isso. Devemos combater a corrupção, a desonestidade.

Somos escolhidos de Deus

Mensagem do dia do nosso querido fundador, Monsenhor Jonas Abib, para sempre ficarmos ligados ao pensamento daquele a quem Deus confiou a missão de cuidar e cultivar o Carisma Canção Nova:

(retirado da página do Monsenhor Jonas no site da Canção Nova)


Você é um escolhido de Deus!

Deus nos tem no colo. Pode descansar, relaxe no colo do Senhor! Eu era gago e por causa de minha timidez me tornava antipático; e veja a transformação que Deus fez em mim. Saiba que você está no colo do Pai e no colo da Mãe da Ternura, os quais o acolhem e podem transformar tudo em sua vida.

"Todas as coisas concorrem para o bem dos que amam a Deus" (Rom 8,28).

Se tudo concorre para o nosso bem, acabamos achando que não amamos a Deus e que Ele não nos ama, pois tantas coisas ruins acontecem. Você não precisa ser perfeito, ame no seu “grau”. Basta que você ame! Você olha para o seu casamento, vê tantos erros e acaba se revoltando com Deus. Mas, Ele não se revoltou com você, Ele continua o amando.

Você não é um cachorro vira-lata, mas um escolhido por Deus, com suas qualidades e falhas. Ele só quer que você corresponda ao chamado d’Ele. Se o Senhor fez tudo isso em nossas vidas é porque nós temos correspondido a Ele; mas se não correspondêssemos mais, Ele faria ainda mais.

Deus merece que você dê tudo a Ele, porque Ele deu tudo por você!

Seu irmão,

Monsenhor Jonas Abib

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Bomba terrorista atinge Catedral Católica nas Filipinas

Fonte: Catholic World News

Terroristas ligados à Al Qaeda são os suspeitos de organizarem um ataque a bomba neste Domingo em uma catedral nas Filipinas.

Ninguém se feriu com a explosão que ocorreu no iníciu da manhã do lado de fora da catedral de Zamboanga. A polícia disse que o atentado, juntamente com outra explosão em um edifício no centro, foi organizado pelo grupo terrorista muçulmano Abu Sayyaf, que age no sul das Filipinas e tem ligações com a rede Al Qaeda.

O Arcebispo de Zamboanga, Romulo Valles, pediu orações pela paz na região, enquanto o serviço público colocou a cidade em estado de alerta.

A bomba, que explodiu antes que os fiés começassem a se reunir para a Missa Dominical, causou estragos em um muro e em um portão do lado de fora da catedral, mas deixou o edifício intacto. A Polícia acredita que o ataque foi planejado mais para causar medo do que para tirar vidas.

"Lembrai-vos da palavra que vos disse: O servo não é maior do que o seu senhor. Se me perseguiram, também vos hão de perseguir. Se guardaram a minha palavra, hão de guardar também a vossa. " Jo 15, 20

Aqui no Brasil sofremos, claro, perseguições. No trabalho, em casa, na escola, na faculdade. Mas tudo que passamos aqui não chega perto do que acontece em tantos lugares no mundo.

Vejam esse exemplo!

É a vida que esse povo arrisca todos os dias por Jesus!

Aqui no Brasil é muitas vezes cômodo ser católico. Nada (ou quase nada) nos incomoda.

Só nos resta, então, sermos católicos de verdade. Aqueles que sofrem perseguições no mundo todo merecem mais do que nosso respeito. Merecem nossas orações e uma conduta condizente com a fé que professamos.

Que Jesus nos dê o vigor que esses irmãos tão perseguidos têm!

Para o Papa Bento XVI, somos todos missionários


Li no site Zenit.org que o Papa Bento XVI declarou, neste Domingo, 13 de abril, ao rezar a oração mariano do "Regina Caeli", que os casados, sacerdotes, as religiosas, os religiosos e os consagrados têm de ser missionários.

Ele ainda disse que "vocação e missão são inseparáveis".

O Papa rezou pelos sacerdotes, primeiros missionários, pelos religiosos, que também "têm um papel primário na evangelização".

Fez questão de advertir que "o matrimônio cristão também é uma vocação missionária: os cônjuges, de fato, estão chamados a viver o Evangelho nas famílias, nos ambientes de trabalho, nas comunidades paroquiais e civis"

Que bom ouvir isso do nosso querido Papa Bento XVI. Aumenta ainda mais a nossa responsabilidade, seja como missionário por fazer parte de uma comunidade católica, seja pela missão advinda do matrimônio.

Só me resta rezar para que o Senhor me capacite e me dê forças para que cada vez mais eu anuncie, sem medo nem reservas, o seu Evangelho.

Amém.

O que você é? (Luzia Santiago)

Reflexão muito interessante da nossa co-fundadora, Luzia Santiago, extraída da sua página no site da Canção Nova:


Será que você pode dizer como Santa Teresinha do Menino Jesus: "Eu sou o que Deus pensa de mim", ou constantemente fica preocupado com o que as pessoas pensam a seu respeito?

Como é lindo quando paramos diante da presença de Jesus e lhe fazemos esta pergunta:

Senhor, como me vês?

E o mais belo ainda é escutarmos a resposta d'Ele: "Porque és precioso a meus olhos, porque eu te aprecio e te amo, permuto reinos por ti, entrego nações em troca de ti" (Is 43,4).

Quanto mais nos aproximamos d'Ele, mais nos conhecemos e vamos tendo clareza das coisas que se passam dentro de nós. Precisamos gastar tempo com o Senhor, dialogar com Ele, fazer-lhe perguntas e escutar também as perguntas e as respostas d'Ele a nosso respeito. Desta forma, não viveremos em função do que as pessoas dizem de nós de bom ou de ruim, e o nosso coração viverá em paz, e tocaremos na nossa verdadeira identidade de forma real e consciente.

"Vós me ensinais vosso caminho para a vida; junto a vós felicidade sem limites! "(Sl 15)

Jesus, nós queremos conhecer-te e nos conhecermos a nós mesmos verdadeiramente.

Jesus, eu confio em Vós!

Luzia Santiago

domingo, 13 de abril de 2008

O medo do pecado

Estava lendo o blog de Dom Alberto Taveira e o artigo abaixo me chamou a atenção:

Você tem medo de quê?

As pessoas têm medo da verdade, da morte, de Deus, mas não têm medo do pecado

“Coragem! Eu venci o mundo” (João 16, 33).

Queridos irmãos e irmãs, de que vocês têm medo? Medo de escuro? Medo de cara feia? Medo de ficar sem emprego? O que causa os seus medos? Sabemos que medos grandes e pequenos existem em nosso coração. Sabemos que esse sentimento serve para nos tornar mais prudentes.

Muitas pessoas têm medo do passado. Medo das sombras do passado, as quais as arrastam e das quais não conseguem se libertar. Outras têm medo do presente; outras, do futuro e do que vai acontecer com sua família, e assim por diante. Até hoje o medo faz parte de nossa vida. Na nossa sociedade gostamos de inventar coisas de terror. Num filme de terror, embora saibamos que é criação, imaginação, ficamos até com os corações apertados.

Jesus, no Evangelho, diante de seus apóstolos, aterrorizados, diz: “Não tenhais medo, Eu estou convosco” (Marcos 6,50c e Mateus 28,20).

Muitas vezes ,você está apavorado no escuro, porque sua imaginação vai longe, você ouve o barulho de um bichinho e imagina um monstro. Na nossa vida espiritual, muitas vezes, também existem “monstros” porque estamos na “escuridão”, por isso é preciso iluminá-la. Um dos caminhos para se superar o medo é a confissão, porque nesse sacramento você depara com a verdade.

É preciso continuamente vencer o medo com a experiência da graça. A proposta é o amor, porque no amor não há temor.

Nos primeiros anos do meu ministério sacerdotal, havia uma grande tarefa para eu assumir e estava com muito medo. Fui conversar com um santo sacerdote e ele me disse: “Use este lema: ‘Eu não vos temo porque eu vos amo’”. Pois o amor vence todas as barreiras; a força do amor abala as estruturas do medo.

São Domingo Sávio dizia: “Antes a morte do que pecar”. Hoje as pessoas têm medo da verdade, da morte, de Deus, mas não têm medo do pecado. Será que é bonito gostar dos sete pecados capitais?

Hoje, pedi a Deus um “santo medo”: o medo de pecar. Quero ter medo de pecar, quero ter medo de fazer o mal; esse é um medo sadio porque é fruto do temor a Deus.

Deixemos que a graça de Deus nos afaste dos medos doentios e restaure em nós o temor a Ele. Que em tudo possamos ouvir a voz de Deus que diz: “Coragem!”. Coragem para lutar contra o pecado.

Dom Alberto Taveira
Arcebispo metropolitano de Palmas - TO

Sem dúvida seria muito bom se todos tivéssemos medo do pecado. Peçamos a graça a Deus de não termos medo das coisas do mundo, pois, se estamos com Jesus, não há porque temer.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

A misericórdia e o amor infinitos de Deus

Estou lendo "A Montanha dos Sete Patamares", do monge católico Thomas Merton. Hoje fiquei encantado com a seguinte passagem, que fala sobre a misericórdia de Deus:

Ainda não se inventou uma bomba com a metade da potência de um pecado mortal - e, no entanto, não há força positiva no pecado, apenas negação, apenas aniquilação. Talvez seja esta a razão de sua imensa destrutividade: ele é um nada, e, onde ele está, nada resta - fica um vazio, um vácuo moral.

Somente a misericórdia e o amor infinitos de Deus evitaram que nós nos tivéssemos dilacerado mutuamente e tivéssemos destruído toda a sua criação há miuto tempo. Muitos pensam que as muitas guerras são de certa forma uma prova de que não existe um Deus de Misericórdia. Pelo contrário, considere-se como, apesar dos séculos de pecado, ganância, luxúria, crueldade, ódio, avareza, opressão e injustiça, engendrados e reproduzidos pela livre vontade das pessoas, a raça humana consegue recuperar-se cada vez e ainda produzir homens e mulheres que vencem o mal com o bem, o ódio com o amor, a ganância com a caridade, a luxúria e a crueldade com a santidade. Como seria isto possível sem que o amor misericordioso de Deus derramasse sua graça sobre nós? Pode haver alguma dúvida sobre a procedência das guerras e da paz, quando os filhos deste mundo, excluindo Deus de suas conferências de paz, produzem guerras sempre maiores enquanto vão falando de paz?

Basta abrir os olhos e dirigi-los ao nosso redor para vermos o que os nossos pecados estão fazendo ao mundo e já fizeram. Mas não conseguimos enxergar. Somos aqueles de quem disse o profeta Isaías: "Ouvireis com os ouvidos e não compreendereis, olhareis com os olhos e não enxergareis".

Não há flor que desabroche, não há semente que caia na terra, não há espiga de trigo que balance ao vento que não louvem e proclamem a grandeza e a misericórdia de Deus para com o mundo inteiro.

Não existe ato de bondade ou de generosidade, não existe um ato de sacrifício ou uma palavra de paz e de gentileza proferida, não existe uma oração feita por criança inocente que não cantem hinos a Deus perante seu trono, aos olhos das pessoas e diante de seus rostos.

Como pode acontecer que nas milhares de gerações de assassinos desde Caim, nosso sombrio ancestral sedento de sangue, alguns de nós ainda conseguem ser santos? A serenidadem, a vida oculta e a placidez das pessoas realmente boas neste mundo proclamam a glória de Deus.

Todas essas coisas, todas as criaturas, todo gesto cortês, todo ato ordeiro da vontade humana, tudo isso nos é enviado por Deus como profetas. Mas por causa de nossa teimosia chegam até nós só para cegar-nos ainda mais.

"Porque o coração deste povo se endureceu, ouviram mal com os ouvidos e taparam os olhos, para não suceder que vejam com os olhos, ouçam com os ouvidos, entendam com o coração e se convertam, e assim eu os cure".

Nós nos recusamos a ouvir as milhões de diferentes vozes através das quais Deus nos fala, e toda recusa nos endurece cada vez mais contra sua graça - assim mesmo continua a falar-nos, e nós dizemos que ele é sem misericórdia.

"Mas o Senhor age com paciência para o vosso bem; não quer que ninguém pereça, mas que todos voltem à penitência".

Não há o que comentar, só louvar e agradecer a Deus pela sua misericórdia, manifestada a cada segundo de nossa vida.

Atos dos Apóstolos 4

"Pois conste a todos vós e a todo o povo de Israel que foi em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, a quem crucificastes e Deus ressuscitou da morte. Graças a Ele, este homem está curado em vossa presença. Nenhum outro pode proporcionar a salvação; não há outro nome sob o céu, concedido aos homens, que possa salvar-nos." At 4, 10.12

Pedro falou isso depois que os saduceus e o Sumo Sacerdote foram interrogá-lo por ter curado um homem. Perguntaram-lho com que autoridade fizeram aquela cura.

As próprias autoridades ficaram admiradas com a ousadia e sabedoria de Pedro. Quando mandaram que parasse de falar sobre Jesus, ele replicou:

"Parece justo a Deus que obedeçamos a vós antes que a ele? Julgai-o. Quanto a nós, não podemos calar o que sabemos e ouvimos." At 4, 19-20

E nós? Temos nos calado a respeito do que sabemos e ouvimos? Temos obedecido à voz do mundo ou a voz de Deus?

O mundo quer que calemos, que deixemos de lado essa coisa sem graça e ultrapassada que é falar sobre a Boa Nova de Jesus. Mas Deus é bem claro, e pede exatamente o contrário: Não podemos nos calar sobre o que sabemos e ouvimos. É preciso evangelizar, é preciso ter a coragem de enfrentar o mundo para falar sobre o Nome que está acima de todo nome: Jesus.

E este evangelizar se dá, muitas vezes, de forma sutil. Não tenho que curar alguém para anunciar o Nome de Jesus. Muitas vezes, nem preciso pregar. Basta meu testemunho consistente de vida. Meu comportamento autenticamente cristão. Meu modo de amar, igual ao modo de amar de Cristo.

Tenho feito tudo isto? Tenho amado de tal forma que o mundo perceba que é um amor diferente? Um amor cristão? Um amor de quem dá a vida pelo outro?

É tempo de ficar a sós com Jesus, conversar com Ele intimamente e pedir a graça de anunciar Seu Nome. Pedir a coragem de não calar. A coragem para dar testemunho do Deus vivo, ressuscitado.

Os frutos deste testemunho, Lucas narra neste mesmo capítulo 4:

"Muitos daqueles que ouviram o discurso abraçaram a fé" At 4, 4a

Alguém tem ouvido o meu discurso? Eu tenho um discurso cristão? Se não tenho, é tempo de ter, é tempo de pedir ousadia e sabedoria ao Senhor para evangelizar.

sábado, 5 de abril de 2008

Atos dos Apóstolos 3

"Prata e ouro não tenho, mas o que tenho te dou: em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, põe-te a andar." At 3, 6


Essa é uma passagem muito citada do livro dos Atos dos Apóstolos. E tem muitos motivos para que seja tão conhecida.

A frase se aplica para qualquer pessoa que se proponha a pregar a Boa Nova de Jesus. Eu não tenho nada, mas tenho tudo, e lhe dou este tudo.

O nada se refere às coisas do mundo, que deixamos pra trás. O tudo é Jesus.

Não foi mérito de Pedro a cura que foi operada, como ele próprio fez questão de dizer. Foi por obra de Jesus, que quer que todos que creiam nele não pereçam mas tenham a vida eterna.

Preciso assumir cada vez mais o não ter nada para o mundo, o desapegar-me do mundo e o ter tudo em Cristo, apegar-me a Ele.

Isso não quer dizer que eu abandone o mundo. Pelo contrário, visto que nosso Carisma na Canção Nova é santificar as realidades deste mundo, e para isso precisamos estar inseridos.

Estamos inseridos, mas não fazemos parte. Estamos única e exclusivamente por causa da nossa missão.

Mais uma coisa pra lembrar a cada dia: TUDO É POR CAUSA DA MISSÃO DE EVANGELIZAR.

Que Maria sempre nos acompanhe para que sigamos dizendo sim como ela disse à vontade do Pai.

Amém.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Atos dos Apóstolos 2



"A este Jesus Deus ressuscitou, e todos nós somos testemunhas disso. Exaltado à direita de Deus, recebeu do Pai o Espírito Santo prometido e o derramou." At 2, 32-33

Sem o Espírito Santo não existiria a Igreja. Sem o Espírito Santo, Maria não teria dado à luz Jesus. Sem o Espírito Santo os apóstolos até hoje estariam esperando pelo dia em que Jesus viria se tornar rei de Israel de forma política.

A partir do derramamento do Espírito Santo eles compreenderam finalmente tudo que Jesus lhes havia explicado. E não pararam nisso. Avançaram, foram ousados e tão logo se viram repletos do Espírito, foram evangelizar. E a Palavra registra que foram eficazes.

Na primeira pregação de Pedro, foram convertidos mais de três mil pessoas.

E isso me faz ver que é o Espírito quem dá eficácia a todas as minhas ações.

É o Espírito Santo que faz com que minha palavra alcance os corações. É o Espírito Santo que faz com que meu testemunho pessoal edifique o próximo. É o Espírito Santo que faz com que eu persevere na fé.

Portanto, Jesus, envia sempre o Espírito Santo. Preciso tanto! A cada momento, Jesus, renova-me com o Espírito Santo, para que eu seja um cristão firme, que evangeliza e que dá testemunho de ti.

Amém.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Atos dos Apóstolos 1

"Mas recebereis a força do Espírito Santo que virá sobre vós e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, na Judéia, na Samaria e até os confins do mundo." At 1, 8

Interessante perceber que Jesus, no versículo 4º deste mesmo capítulo dos Atos dos Apóstolos, disse aos seus que não se afastassem de Jerusalém, mas que esperassem o prometido do Pai, conforme Ele já lhes havia falado.

Repete ainda que João os havia batizado com água, enquanto, em breve, eles seriam batizados com o Espírito Santo.

Os apóstolos, muito obtusos ainda, perguntaram-lhe se seria naquele momento que Jesus restauraria a soberania de Israel.

Não entenderam, mesmo depois de tudo que Jesus havia lhes falado, mesmo depois da morte e ressureição, o que o Mestre viera fazer no mundo.

Jesus apenas disse que não cabia a eles saber o tempo do Pai, e disse, mais uma vez, o que está no início deste texto.

Tudo funcionava em função do recebimento do Espírito Santo. Os apóstolos só entenderiam mesmo tudo quando recebessem o Espírito Santo, para poderem ser, de verdade, TESTEMUNHAS de Jesus, de sua Boa Nova.

Outro fato interessante é que os apóstolos e os outros seguidores de Jesus, dentre os quais se destaca Nossa Senhora, entenderam que, para receberem o Espírito Santo, teriam que rezar. Daí a afirmação de Lucas:

"Todos eles, com algumas mulheres, a mãe de Jesus e seus parentes persistiam unânimes na oração." At 1, 14

Duas palavras chamam a atenção no texto:

PERSISTIAM - Agora eles seguiam o que Jesus tanto lhes havia falado sobre o vigiar e orar.

UNÂNIMES - Uma unidade se formava. A Igreja já nascia unida, sem dúvida sob a influência materna de Maria, a Virgem do Silêncio.

Tendo assumido a missão de anunciar Jesus, preciso ter estas duas realidades firmes em meu coração:

1 - Só serei realmente uma testemunha de Jesus e do seu Evangelho, se estiver repleto do Espírito Santo;

2 - Só receberei o Espírito Santo se persistir na oração, se pedir e pedir muito.

Portanto, Jesus, manda teu Espírito Santo em abundância, e dá-me a graça de persistir, de perseverar na oração para poder ser, cada vez mais, testemunha de Ti.


Amém

terça-feira, 1 de abril de 2008

Salmo 37 (36)

"O Senhor se ocupa dos dias dos bons: sua herança durará para sempre" Sl 37, 18

Este salmo repete o tempo todo que aquele que faz o bem, aquele que é justo receberá a terra prometida do Senhor, enquanto que o que pratica a iniquidade, o injusto, será excluído.

O salmista o tempo todo chama o leitor a fazer o bem, a esperar no senhor, a segurar a ira, reprimir o furor ao mesmo tempo que apresenta o que caracteriza o injusto e o que o espera.

Como é ressaltado nas notas de rodapé da Bíblia do Peregrino, é um salmo que é citado no Sermão da Montanha:

"Mas os marginalizados possuirão uma terra e desfrutarão de grande prosperidade" Sl 37, 11

Um convite à prática da paz e da justiça, uma promessa de que os injustiçados, os pobres e aflitos terão o consolo no Senhor. Ele não os desampará.

Preciso ter essa fé de que Jesus nunca me deixará abandonado, de que mesmo na tribulação, vale a pena se manter firme, perseverante, pois a grande recompensa - a vida eterna - me espera.

Amém