
Ontem, 28/02, tive o privilégio de assistir ao filme Persépolis na Academia de Tênis, em Brasília. Estava ansioso para ver essa animação, baseada na graphic novel de mesmo nome, de autoria de Marjane Satrapi.
O filme conta a história da própria autora, a iraniana Marjane Satrapi, durante sua infância e adolescência, nas décadas de 70 e 80, durante a Revolução Islâmica. Através de seus olhos, nós vemos as esperanças da população serem frustradas enquanto os fundamentalistas tomam o poder, forçando as mulheres a se cobrirem e prendendo milhares de cidadãos.
Trata-se de um lindo filme. Apesar de ser um "desenho animado", não tem nada de infantil. Os temas abordados são adultos, mesmo que não haja violência graficamente explícita.
Quando a história começa, Marjane é uma menina de nove anos, criada numa família culta de classe média. Ela tem como seu maior fã Bruce Lee, e é apaixonada por música ocidental.
Sua infância e adolescência são marcadas pela Revolução Islâmica, por conta da qual perde parentes, tem que viajar para a Europa, sofre perseguições, dentre outras situações difíceis.
Mais informações sobre o filme (inclusive crítica) no site Cinema em Cena.
O filme edifica?
São passadas muitas lições por meio da história de Marjane Satrapi. Sua família sempre ensinou a ser firme nos seus ideais, sua avó lhe passa valorosos ensinamentos sobre perdão, integridade e honestidade, a própria garota aprende, com a ajuda de Deus, a vencer a depressão na qual se encontrava.
Há muitos momentos de dor e muitos momentos alegres, mas no geral, ressalta-se a importância da família na vida de Marjane, e a expectativa de que vale a pena ser bom, ser honesto, ser íntegro.
Um belo filme, que faz bem aos olhos pela qualidade da animação, mas também que faz bem ao cérebro, pois nos leva a pensar.
sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008
Persépolis
Postado por José Leonardo Ribeiro Nascimento às 12:24 0 comentários
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Senhores do Crime
Começo com um filme que assisti antes de ontem, dia 27/02, no Cinema do Shopping Pátio Brasil, em Brasília: Eastern Promises, de David Cronenberg, traduzido como Senhores do Crime.
O filme conta a história de uma parteira que testemunha a morte de uma garota durante o parto na noite de Natal. A criança sobrevive, e Anna, a parteira, interpretada por Naomi Watts, decide procurar saber mais sobre a mãe da criança a partir do diário, escrito em russo, que estava entre os pertences da jovem garota.
Essa busca acaba levando-a a um jogo perigoso que envolve a máfia russa e os segredos de seus integrantes.
Destaca-se no filme a atuação de Viggo Mortensen, o Aragorn de "O Senhor dos Anéis", além da direção autêntica e firme de David Cronenberg.
Não é um filme para todos, em especial devido à temática adulta de violência, prostituição e drogas que envolve o mundo no qual os personagens vivem. Mas é indiscutível que se trata de uma excelente história, contada de forma simples e eficiente pelo diretor.
Mais informações sobre o filme (inclusive crítica) no site Cinema em Cena.
O filme edifica?
O filme mostra as consequências da ações de pessoas realmente más na vida do próximo. Mostra os males causados pelo egoísmo, pela vida criminosa, pelo desregramento na sexualidade, pelo vício na bebida, nas drogas, dentre outras situações.
Uma lição importante nos é passada pelos exemplos da parteira Anna e do motorista Nikolai: são pessoas que não desistem frente às dificuldades que aparecem (e não são poucas). Mostra-nos que, mesmo sendo difícil, muitas vezes, dar testemunho de vida cristã no trabalho, na faculdade, ou na família, é necessário perseverar. É necessário ser persistente, ser firme naquilo em que se acredita.
Mostra também como há pessoas que vivem uma vida dupla, sendo aparentemente inocentes e inofensivas, enquanto, na verdade, são verdadeiros assassinos. Serve para nós, espectadores, de lição para nossa própria vida, para repensarmos os momentos em que agimos de maneira
hipócrita, mostrando aos outros uma face que não é verdadeiramente nossa.
Mas o filme não pára no pessimismo. No final, de uma maneira bem própria do autor, deixa-nos uma lição de esperança, de que é possível acreditar que há um jeito, de que o mal não vence o bem.
Postado por José Leonardo Ribeiro Nascimento às 10:41 0 comentários
Marcadores: Filmes que constróem
Adoração em Brasília
Estou em Brasília, participando de um curso de tutor de Educação à Distância. Está sendo uma ótima experiência profissional.
Mas como não podemos, onde quer que estejamos, nos esquecer de Deus, Ele mesmo providenciou que eu me encontrasse com ele em um lugar especial: uma linda capela na casa de umas irmãs de uma cuja ordem/congregação confesso que esqueci.
Isso, entretanto, é pouco importante comparado ao encontro com Jesus na adoração ao Santíssimo Sacramento, que me fortalece para a minha missão, para o meu dia-a-dia.
Postado por José Leonardo Ribeiro Nascimento às 10:33 0 comentários
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008
Ser um profissional de Deus
Como cristão, tenho que dar o meu testemunho pessoal. Preciso convencer as pessoas com a minha vida que ser de Deus me faz ser uma pessoa melhor. Caso contrário, estarei dando o chamado contra-testemunho. Se as pessoas não conseguem perceber que Deus age em minha vida, elas se sentirão desestimuladas a procurá-Lo para a vida delas.
Se, sendo cristão, não consigo viver bem com as pessoas que me cercam, se não consigo amá-las, pelo contrário, se procuro me isolar ou me colocar numa posição de superioridade, que exemplo eu dou?
Jesus, mesmo sendo Deus, mesmo sendo superior em tudo a todos nós, não se isolou do mundo. Antes, foi ao encontro dos pecadores, não para condená-los, mas para expressar seu amor por eles. Veja como ele fez isso com Zaqueu, com Mateus, quando foi almoçar na casa do fariseu, quando conversou com amor com o jovem rico, e tantas outras situações. Ele não teve preconceito, não fez reservas, mas, primeiramente, AMOU.
O cristão precisa deixar transparecer essa face de Deus. E assim também, precisa mostrar Deus por meio de várias outras atitudes. Eu, particularmente, me vejo chamado a dar testemunho do que Deus faz na minha vida por meio do meu trabalho. Tenho dificuldades para ser um profissional de Deus. Para empregar o meu tempo no trabalho da forma mais construtiva possível. Para fazer o melhor que posso fazer. Mas sei da necessidade de eu ser perfeito no trabalho. Porque lá todos sabem que sou CATÓLICO, sabem que sou da CANÇÃO NOVA. Se me comporto mal, se não trabalho como deveria, se desperdiço meu tempo, se chego atrasado, não é só a minha conduta que é avaliada É a conduta de um CATÓLICO, é a conduta de um CANÇÃO NOVA.
Um cristão de verdade precisa agir como o Cristo: levar a sério suas responsabilidades e fazer da melhor forma aquilo que é sua obrigação. Assim as pessoas poderão até não compartilhar da sua fé, poderão até lhe chamar de alienado, de louco, do que quer que seja. Mas você jamais será pedra de tropeço para essas pessoas. Elas nunca poderão dizer que você é incoerente, que você é católico mas é "enrolado", mas terão que tirar o chapéu, não para suas qualidades, mas para o que Deus faz na sua vida.
Que o Senhor Jesus nos ajude para que todos nós, cristãos, possamos edificar nossos irmãos com nosso testemunho pessoal.
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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008
Ser amigo da Canção Nova
Esse grupo é dedicado àquelas pessoas que amam a Canção Nova e querem ajudar na obra de evangelização que foi confiada por Deus a esta comunidade.
Postado por José Leonardo Ribeiro Nascimento às 08:45 0 comentários
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terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
A hipocrisia e a força do testemunho pessoal
"Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas! Vós fechais aos homens o Reino dos céus. Vós mesmos não entrais e nem deixais que entrem os que querem entrar. "
Recentemente, tenho me perguntado até que ponto sou hipócrita. Até que ponto tenho duas caras. Até que ponto meu testemunho de vida é contraditório com a fé que proclamo.
E fui me surpreendendo ao ver que em muitas situações sou realmente hipócrita. Minhas atitudes não falam o mesmo idioma da minha consagração.
E isso é terrível, porque não faz mal somente a mim, mas prejudica aqueles que me rodeiam, e que, naturalmente, esperam de mim uma conduta verdadeiramente cristã.
A boca fala daquilo que o coração está cheio. Nossas atitudes refletem também aquilo que habita o nosso coração.
E, se tenho sido causa de queda dentro da minha própria casa, que responsabilidade a minha! Pois os meus são os primeiros que têm que perceber a minha santidade de vida, ou pelo menos o meu esforço em tentar alcançá-la.
E fui revendo como muitas vezes sou influência negativa para meu filho, que me vê tanto tempo na frente de um computador. Para ele, não há diferença alguma se estou trabalhando, estudando ou, o que na maioria das vezes faço, jogando. É apenas o seu pai, idolatrando uma máquina cheia de cores e de brilho, jogos e sons. É apenas o seu pai, que tantas vezes o deixa sozinho em frente a uma televisão e passa horas e horas sem fazer nada de útil no PC. É seu pai, que muitas vezes até demora pra pegar um copo d'água pro filho pra terminar uma partida, pra fazer isso ou aquilo, sempre pro computador.
E o que isso gera no meu filho? Uma obsessão pelo computador igual à que ele vê no seu pai. Meu filho tem acordado pra ir pra escola e, adivinha qual a primeira coisa que ele faz? Vai para o computador.
Meu filho chega da escola e qual a primeira coisa que ele faz? Corre para o computador.
Como é duro constatar e reconhecer isso... Que eu, Canção Nova, tenho sido tão mau exemplo para meu filho de quatro anos.
Isso não aconteceu há dois anos, nem há cinco anos, nem há dez anos. Acontece hoje.
E com isso chego à conclusão de que realmente sou hipócrita, de que Deus tem muito a trabalhar em mim.
Mas peço a graça ao Senhor de me consertar. De derrubar minhas máscaras, de me dar a graça da coerência com a minha vocação.
De saber educar meu filho.
De ser exemplo na minha casa.
De evangelizar com minhas ações, mais do que com minhas palavras.
De ter um testemunho pessoal forte, que atinja os meus.
Postado por José Leonardo Ribeiro Nascimento às 07:33 0 comentários
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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
Construindo a minha casa sobre a rocha
"É semelhante ao homem que, edificando uma casa, cavou bem fundo e pôs os alicerces sobre a rocha. As águas transbordaram, precipitaram-se as torrentes contra aquela casa e não a puderam abalar, porque ela estava bem construída.
Mas aquele que as ouve e não as observa é semelhante ao homem que construiu a sua casa sobre a terra movediça, sem alicerces. A torrente investiu contra ela, e ela logo ruiu; e grande foi a ruína daquela casa."
Essa é uma passagem clássica da Bíblia, muito conhecida e muito citada. O que significa, entretanto, construir a sua casa sobre a rocha?
Tive, nesse final de semana, demonstrações claras do Senhor acerca da necessidade de ter minha casa edificada sobre solo firme.
Ocorreu, aqui em Aracaju, na casa de missão da Canção Nova, o Redão, encontro vocacional para discernir aquelas pessoas que poderão iniciar o caminho para a comunidade.
Havia muitas pessoas inscritas, todas com realidades distintas, todas com histórias de dores e de alegrias.
Em determinado momento, enquanto pedíamos a efusão do Espírito Santo, rezei pelas pessoas. Pedi a Deus que as libertasse, que as curasse, que lhes desse ânimo, coragem e fervor.
E pude sentir que havia grande autoridade na minha oração. Grande poder. Não vindo de mim, mas vindo realmente do céu.
O Senhor confiou em mim, e na minha fraqueza, se manifestou, e a oração que fiz foi efetiva.
Compreendi então que precisava edificar minha casa sobre a rocha. Que minha vocação tinha que ser firme, que eu não poderia viver em desacordo com ela. Que tenho que alimentar meu espírito das coisas de Deus, para fortalecê-lo, para poder ter intimidade com o Senhor, para que, numa hora como aquela, de oração, de intercessão, o Senhor pudesse realmente encontrar meu coração aberto para que ele agisse por meio de mim.
Há bastante ainda a ser feito na minha vida. Muito, muito mesmo. Mas agradeço ao Senhor por mais um aprendizado, por ter percebido que tenho avançado, que tenho sido dócil, que tenho sido obediente.
Ontem à noite, na minha ruminação da Palavra, li o capítulo 6 de Lucas. E essa passagem falou forte.
CONSTRUIR MINHA CASA SOBRE A ROCHA.
É isso que tenho que fazer. E essa rocha é uma vida coerente com a minha vocação. É buscar o conhecimento de Deus. É rezar mais. Nesse mesmo capítulo, São Lucas diz que, antes de escolher seus doze discípulos, Jesus subiu até uma montanha e orou durante toda a noite.
Tenho que seguir esse exemplo. Preciso colocar a oração como algo indispensável na minha vida. Não como uma obrigação a ser cumprida. Mas como algo que precede todas as coisas.
Se vou almoçar, tenho que agradecer a Deus pela comida.
Se vou trabalhar, tenho que agradecer a Deus pelo trabalho e pedir que me guie para trabalhar da melhor forma.
Se vou tomar uma decisão, qualquer que seja, ele deve ser precedida pela oração, pedindo a Deus a graça do discernimento.
Sei que isso ainda não é realidade na minha vida, mas com a Graça de Deus se tornará.
O Senhor decidiu contar comigo para parte do seu plano de salvação. Ele não precisa de mim, mas decidiu que eu teria uma parte nesse plano. Tenho que me preparar, como um bom atleta, para estar pronto para cumprir da melhor maneira possível essa reponsabilidade que me foi confiada pelo Senhor.
A oração, o convívio com a Palavra, a Eucaristia, essa deve ser a minha rotina de "exercícios" para poder entrar nessa batalha.
Que o Senhor me dê a graça da PERSEVERANÇA, para ser fiel a Ele a cada dia e para, cada vez mais, construir minha casa sobre a rocha.
Postado por José Leonardo Ribeiro Nascimento às 15:37 0 comentários
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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008
Deus me constrói
De diversas maneiras o Senhor tem me moldado para que eu seja aquilo que Ele quer.
Ele age de forma mais comum por meio das pessoas: minha esposa, que tanto me edifica, meu filho, que, inconscientemente, me faz querer ser melhor, meus irmãos de comunidade, meus amigos no trabalho... Algumas vezes, Deus me fala por meio de pessoas que nem conheço, ou de quem nada espero.
Deus tem me moldado muito por meio do meu trabalho, tantas vezes executado de forma incoerente com a minha fé.
Deus até se aproveita das minhas falhas para me construir:
Das vezes em que fico tempo demais na frente do computador, não fazendo nada de construtivo, e o Senhor me suscita um arrependimento que me leva a querer empregar o meu tempo em algo que edifique a mim e ao meu próximo (foi desta inspiração que surgiu este blog).
Mas, certamente, a maneira que Deus mais contundentemente fala comigo é através de Sua Palavra.
O estudo que faço diariamente (e tenho sido fiel, graças a Deus), tem falado diretamente sobre o homem que tenho que ser para Deus.
E a experiência que recentemente comecei, de fazer a ruminação da Palavra, me mostrou que Deus quer realmente que eu avance, que deixe de lado o alimento líquido e passe para o alimento sólido, que saia da piscina das crianças e vá para a profundidade, onde eu possa mergulhar e mergulhar na Graça Infinita do Senhor.
Obrigado, Jesus, porque depois de oito anos fazendo o diário espiritual, depois de tanta história com a tua Palavra, depois de tê-la quase deixado de lado, o Senhor finalmente me fez ver que havia chegado a hora de investir de verdade. Esse tempo que se passou foi importante, foi necessário, mas o Senhor agora inaugura um tempo novo na minha vida. Tempo este que torna necessária a têmpera, têmpera esta que vou adquirindo com sucessivas sessões de fogo purificador e marteladas de correção, fogo e martelo, fogo e martelo, até que eu possa ser como o Cristo.
Maria, mãezinha, conto contigo para estar sempre ao meu lado, para que eu não desvie meu olhar de Jesus.
Sabes como é meu olhar, como eu me perco com facilidade, como me desconcentro, como mudo de rumo muito facilmente. Mas esse tempo acabou. É tempo de constância, tempo de equilíbrio, mas também tempo de ser ousado no Senhor, de acreditar que Ele capacita seus escolhidos.
O que te peço, Senhor, é que SEJA FEITA A VOSSA VONTADE.
Não a minha, tão imperfeita, mas a VOSSA VONTADE.
É assim: com gestos, com palavras, com pensamentos e suspiros, com reflexão, com amor, com alegria, que DEUS ME CONSTRÓI.
Postado por José Leonardo Ribeiro Nascimento às 12:32 0 comentários
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